Faltam limites para o respeito

Postado por: Dilerman Zanchet

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Certamente você já discutiu, em alguma oportunidade, no Whats App ou no Facebook, com algum amigo teu, sobre algum assunto.

É um ato normal, plenamente aceitável e de concordância absoluta, na medida em que teu amigo ou amigo te aceitaram em suas redes sociais e, você, logicamente, também os tem.

Pois é. Mas e quando a determinada empresa ou pessoa, que é considerada uma “pessoa pública” tem seus perfis em redes sociais e, por uma questão de estratégia, ou marketing, deixa o perfil liberado para que as diferentes opiniões, em diferentes postagens, sejam feitas, e aparecem os aproveitadores?

No Brasil isso é assim. A empresa cria o perfil, pois sem Facebook, hoje, parece que falta uma perna, e realiza suas postagens.

Só que, na ânsia de querer se mostrar, as pessoas usam e, em muitos casos, abusam disso.

Isso é apenas mais uma, eu disse mais uma mostra do quanto o brasileiro ultrapassa seus limites.

Há alguns dias, um colega jornalista escreveu, em seu artigo no veículo em que trabalha, sobre um assunto da política atual. Ou daquilo que chamamos de política.

Aí caiu a casa em cima dele.

De pessoas que ele mesmo mantém nas redes sociais, por respeito, ou simplesmente para não ter que negar um pedido de aceite. Seja por constrangimento, para que não digam que recusou-se por ser antipático ou outros motivos.

A falta de respeito para o espaço dos outros no Facebook, principalmente, é fato. E de muito mau gosto.

Vou ao seu facebook discordar de seu ponto de vista respeitosamente. Legal, é democrático, é uma versão diferente de teu ponto de vista. Mas respeitosa.

Vou ao teu Facebook te ofender por sua postagem, ou pela forma com a qual você pensa, é falta de respeito, falta de escrúpulos ou falta de coragem para dizer na cara.

É o que penso.

O problema, também, é da nossa própria falta de educação. O brasileiro sempre se mete na vida dos outros. Cuida mais do vizinho do que de si próprio. Seja na empresa, seja na comunidade em que vive, seja na sociedade.

Somos mal educados. E isso vem de berço. Não devemos atribuir isso à escola.

Porém, até que haja uma nova consciência sobre respeitar os limites do próximo, os comentários aí embaixo ficam abertos, para o que der e vier.

 

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