A singularidade e os comportamentos educativos

Postado por: Israel Kujawa

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 O entendimento do comportamento humano no século XXI, demanda foco investigativo a respeito das singularidades entre as espécies, bem como dos indivíduos no interior delas. A superação do antropocentrismo, aproximando o ser humano da natureza e dos animais, visualizados em grupos familiares que incluem gatos e cachorros, como se filhos fossem, sinalizam a flexibilização da fronteira entre as espécies. A evolução nos exercícios de convivência respeitosa para com o conjunto das formas de vida deveria motivar o aperfeiçoamento da mesma como possibilidade dos comportamentos singulares.

A época na qual estamos inseridos, denominada de modernidade líquida, exige dedicação, capacidade de escuta, de pesquisa e reconstrução de convicções. O foco e a obstinação de quem tem a função de educar (neste grupo estão incluídos especialmente os pais e os professores) deve ser na observação, na reflexão e no auto empoderamento na relação com os filhos e com os estudantes. Entre as convicções a serem construídas, merece destaque as descrições do ser humano como um ser com qualidades solidárias, de bondade e coletividade, convivendo com dimensões individualistas, egoístas e destrutivas.

Um exemplo concreto, de diálogo entre a direção de uma escola e os pais de um estudante em conflito escolar, surge a seguinte declaração: quem tem a obrigação primeira de educar uma criança, para que se torne um ser em desenvolvimento social saudável. Neste exemplo, os pais declaram que tem três filhos e que educaram todos do mesmo modo, portanto não entendem o porquê de um deles estar criando tantos problemas. A situação pode começar a ser entendida, quando os educadores perceberem que não podem educar do mesmo modo, de forma padronizada, os seres que são singulares, que são únicos, criativos e que não que seguem padrões pré-estabelecidos.

Ao caracterizamos o ser humano, para além da distinção elementar que informa duas dimensões constitutiva da nossa natureza, se faz necessário identificar o nosso tempo como época que valoriza a diversidade, a pluralidade, a criatividade e o protagonismo. Em consequência disto, os referenciais educativos binários cientificistas e padronizadores da época anterior não trazem bons resultados. Todas as intervenções devem ser pensadas, considerando a diversidade e a singularidade de cada pessoa, que não nasce pronta, por isso precisa ser capacitada para viver em sociedade.

 

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