O silêncio que fala forte e deixa surdos

Postado por: Neuro Zambam

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A vontade de falar persegue o ser humano de forma  incontrolável. Uma criança parece que se torna gigante quando começa balbuciar as primeiras palavras, os pais e irmãos vibram a cada pronúncia e a pronúncia quanto mais forte é mais animadora e revestida de muitos sentidos.

Aprendi desde pequeno que deveria sempre escutar com atenção quem fala bem e sabe o que está falando. Mais que isso, se uma pessoa quer falar bem, precisa admirar e aprender com quem fala bem.

Este é um momento para refletir sobre quem temos satisfação de ouvir, que palavras ficam gravadas na nossa mente e quem gostamos de ouvir novamente e, também, o contrário, que palavras não nos fazem bem ou não dão satisfação.

Existem profissões que precisam falar bastante, faz parte do seu ofício. Por exemplo, professores, políticos, jornalistas, vendedores, narradores, comerciantes, babás, policiais, benzedeiras, cartomantes, taxistas e tantos outros. Destes, as falas podem construir e destruir.

Na semana passada tivemos a oportunidade de acompanhar o julgamento amplamente esperado da chapa vencedora da última eleição presidencial pelo Tribunal Eleitoral. Sem dúvida um eloquente exercício de falas, algumas com pompa e circunstância, outras com certo exibicionismo, todas com retórica implacável e tantos atributos quanto queiramos.

Onde pudemos perceber o poder de convencimento daquelas falas argutas e contraditórias? A reação do público em geral responde esta pergunta sem a necessidade de mais comentários.

Entretanto, chamou atenção, antes durante e depois, pelo menso na minha percepção, aqueles que não falaram, eis que antes estavam juntos e separados. Depois separados – será. Agora não se sabe porque não falam.

Aqui estão os candidatos vencedores e perdedores. Os amigos e os que talvez não tão amigos nas falas públicas, mas nas conversas privadas, sempre muito bons amigos.

Ainda vale apena ouvir quem fala bem. Quem não falou, não mais merece nossa escuta.

          

 

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