O que eu deveria ter feito?

Postado por: Jéssica Limberger

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Quantas vezes você ficou pensativo e incomodado com o que deveria fazer?  "Eu deveria ter ficado calado. ” "Eu deveria ter agido diferente." "Eu deveria praticar uma atividade física. ” Parece que essa lista não tem fim. Entretanto, será que esses tipos de pensamento nos fazem agir ou nos paralisam?

Os pensamentos do tipo "deveria" geralmente vem acompanhados de incertezas, que por vezes nos deixam tristes e sem ação. Realmente, ficar pensando no quanto você deveria ter feito alguma coisa não vai mudar o que já aconteceu. A situação já passou e a lamentação não promove a ação. Desta forma, ao invés de ficar pensando no que deveria ter sido feito, temos a alternativa de aceitar a situação tal como ela é, para então perceber o que de fato pode ser feito.

O psicólogo Albert Ellis, em meados de 1950, já fazia o alerta de que os pensamentos do tipo "deveria" impedem que as pessoas vejam a realidade tal como ela é, contribuindo para o sofrimento. Nesse sentido, a maneira como pensamos possui grande importância no modo como vamos agir.

Há também vários “deverias” que acabamos construindo em relação aos outros: "Ele deveria me dar atenção" "Ela deveria ter me escutado" "Ele deveria ter me apoiado" "Ela deveria concordar comigo". Se formos analisar, tais pensamentos também não contribuem para a mudança. Afinal, acabamos por ficar desanimados, tristes e decepcionados com os outros, por eles não corresponderem com aquela expectativa que nós mesmos criamos. Ao invés disso, é mais coerente compreendermos que as pessoas têm interesses, necessidades e gostos diferentes dos nossos. É claro que também podemos pedir uma mudança de comportamento por parte da outra pessoa, deixando bem claro sobre qual comportamento estamos nos referindo.

Se durante a leitura desse texto você acabou pensando: “Eu não deveria pensar em tantos deverias”, não se preocupe. Em vários momentos da vida, vamos acabar pensando que as coisas deveriam ser diferentes. A diferença é que dessa vez, talvez estejamos mais conscientes e dispostos a aceitar e compreender a nossa realidade, para então alcançarmos as mudanças que almejamos.

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