O legal, o justo e o moral

Postado por: Dilerman Zanchet

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Estamos vivendo tempos difíceis. Realmente não dá para entender tamanho desmando, desrespeito à ética e à moral, como vivemos.

Estamos na fase em que o ladrão de galinha que furtou para dar de comer ao filho vai para a cadeia e fica preso. E quem rouba milhões, bilhões de reais, fica uma semana sob suspeita, tem todos os precedentes para ser trancafiado, mas seus advogados encontram forma na lei, ou na Justiça, para que não se faça justiça.

O Brasil, a partir da tal “Constituição Cidadã”, que nos foi aplicada e imposta pela esquerda, buscando socializar a vida dos brasileiros, ferrou consigo mesmo.

Os direitos, seja dos idosos, dos adolescentes, dos negros, dos brancos, dos amarelos, de todos, se sobressaíram aos deveres.

Cotas para negros, cota para estrangeiros, cota para idosos, favorecimento e enaltecimento dos menores infratores, por conta de uma possível recuperação social que não funciona, desrespeito flagrante aos direitos individuais, à moral, ética e bons costumes.

E o que temos para nos espelhar? Para buscar uma luz no final do túnel? Nada.

O Brasil vive a sua pior crise desde que foi destapado. Sim, destapado para o mundo por conta dos espanhóis e portugueses. Soubessem os alemães, italianos e holandeses que seria assim, e teriam mirada a proa de seus navios para outro rumo.

Vivemos em um país de desmando. Completo.

Jovens se agridem, dançam pelados nas ruas, em busca de uma liberdade que não existe.

Pessoas de meia idade não sabem qual o valor do respeito. Das atitudes, dos bons costumes.

Idosos, em sua grande maioria, que apenas deveriam gozar de seus benefícios levados pela idade, abusam da situação e chegam a vender espaço em filas bancárias.

Bandidos que matam policiais todos os dias, em alguma rua de alguma cidade.

E uma classe política, que deveria, em um Estado Democrático de Direito, ser chamada de legítima representação da sociedade, aí está, mergulhada em uma crise ética sem precedência.

Este é o Brasil que estamos preparando para nossos netos. Sim, para os netos. Nossos filhos já tomaram rumo na vida. Serão (espero) batalhadores para que isso mude um dia.

Não creio que veremos mudanças.

A construção de um país sério, ético, moral e com bons costumes começa pela base.

E nossa base precisa de mudanças profundas. Não se ergue um edifício pela cobertura.

Precisamos limpar o país desta roubalheira descarada. Dos desmandos absurdos que vivenciamos no setor político. De cima a baixo.

Prender o ladrão de galinha que roubou para dar de comer ao filho, julgado pela mesma justiça que solta um ladrão de milhões ou bilhões de reais, pode ser legal.

É legal.

Mas não é moral. Nem justo.

 

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