Gestão Sustentável. Porque você deve separar o seu lixo?

Postado por: Manoela Cielo

Compartilhe

A Política Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos trouxe grandes debates referentes à sua aplicabilidade, uma vez que a maioria dos municípios brasileiros elaboraram seus planos com prazos determinados, porém os mesmos devem ser executados e muito bem gerenciados. A lei 12.305/2010 estabelece princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações visando à gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente correto dos resíduos.

Para um gerenciamento eficiente e que atenda a legislação, é fundamental investir em ações que minimizem a geração de resíduos, promovam a reciclagem e realizem o tratamento e a disposição de apenas rejeitos nos aterros sanitários, pois os mesmos não podem ser reciclados e não tem valor comercial.

Junto a isso ainda temos o desafio de encerrar com as áreas de lixões existentes, que diferente dos aterros sanitários, são potenciais áreas de contaminação e que dificilmente serão remediadas devido ao custo que envolvem essas técnicas. Ou seja, todo esse arcabouço legal além de propor formas adequadas para o tratamento dos resíduos, incentivando cooperativas, promovendo potenciais tecnologias para o gerenciamento, revela também o grande passivo ambiental existente no Brasil.

Algumas das questões mais debatidas são porque a gestão dos resíduos sólidos urbanos nos municípios não é eficiente. Quando em palestras promovendo a educação ambiental, falamos que tudo inicia com ações individuais onde cada um em sua casa deve começar a contribuir com a separação do lixo orgânico do lixo seco, muitas pessoas questionam porque separar se o caminhão do lixo coloca tudo junto, assim como os gestores municipais relatam que a coleta não é eficiente porque a população não colabora na separação.

É preciso deixar claro que o dever em proteger o meio ambiente é tanto do poder público bem como da coletividade, ou seja, todos têm suas obrigações e responsabilidades. O cidadão não pode deixar de fazer sua parte porque o sistema não está sendo eficiente. É preciso ter a consciência que o resíduo descartado como lixo por grade parte da população, é fonte de renda para milhares de pessoas, como catadores, cooperativas de catadores. No momento que você mistura resto de comida ou papel higiênico usado com resíduos que podem ser reciclados, você torna desumana a atividade dessas pessoas que são as que mais contribuem na preservação ambiental, na geração de valor e renda para a sociedade.

É necessário que políticas públicas valorizem e incentivem essas pessoas, bem como a população pode fazer. O lixo de cada um pode ser luxo para muitas pessoas, isso sem contar à potencialidade que os resíduos orgânicos têm através da sua compostagem. Tanto o lixo seco como o orgânico tem um grande potencial econômico, mas infelizmente, em grande parte do Brasil, estamos enterrando dinheiro. 

Leia Também 3º Domingo do Tempo Comum. Que seja feita justiça no caso “Lula” “A verdade vos libertará” (João 8, 32) Absolver é dar um viva à imoralidade