O último recurso da militância radical

Postado por: Marcel Van Hattem

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O corporativismo militante é um dos principais problemas da sociedade brasileira. Historicamente, a proteção cega de classes pelos seus membros foi utilizada como estratégia dos estados totalitários. No nazismo e fascismo foram criadas organizações (principalmente os sindicatos independentes) para ser uma representação política alternativa à democracia liberal. Isso, “alternativa”, e não “realizadora” ou “instrumental”. Hoje, o corporativismo segue alimentando sindicatos de classe, organizados sob o sistema de compadrio típico da militância, privilegiando os membros naqueles mesmos moldes criados por quem eles fingem se opor.

Classes bem pagas misturam a defesa de pautas políticas com interesses particulares, desgastando os possíveis debates para resolução de problemas claros da sociedade atual, rebaixando à gritaria qualquer possibilidade de diálogo. Utilizam-se de mecanismos vis de comunicação para proliferar a crença nos seus líderes (partidários ou sindicalistas) e induzir as demais pessoas à sua deliberada cegueira, transformando-as hábil e cretinamente em massa de manobra.

Na intenção de buscar destaque através de uma narrativa rasa e de fácil explicação: o bem contra o mal, a causa defendida é estrategicamente exposta em atos abertos, quando até levantam suspeitas, mas servem como demonstração de força e união. No entanto, esse ato aberto é apenas um pequeno pedaço dos grandes tentáculos do verdadeiro trabalho, sagazmente organizado por um grupo restrito de pessoas que agem de forma orquestrada para conquistar a opinião pública, mas que agem de acordo com interesses particulares e individuais ao grupinho.

Esses líderes-guia, membros do pequeno grupo mandante, aparentam defender a mesma causa por ser a opção viável, a opção óbvia dos que representam o bem, a única opinião sensata. É a aglomeração dos feixes que quando somados se tornam mais fortes, defendendo uma causa de interesse particular, mas aparentando estar falando em nome da maioria. Ou seja, a essência do nazismo e do fascismo.

O corporativismo similar ao fascismo será sempre a última força restará para o PT e seus partidos auxiliares e, justamente por isso, é a maior delas. Infiltrados em universidades, escolas, sindicatos, em grande parte do serviço público e até em empresas privadas, os simpatizantes da ideologia de que os pobres são esquecidos por quem não defende o discurso falacioso determinado pelas lideranças corporativistas já foi desmascarado e perdeu o apoio de outrora. Sobraram agora greves fajutas, mal explicadas e o radicalismo histérico dos líderes sem seguidores para manobrar.

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