O descarte correto do lixo hospitalar

Postado por: Manoela Cielo

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Muitas vezes o descarte correto de materiais utilizados em hospitais, necrotérios, consultórios, postos de saúde, clínicas, centro de pesquisa, laboratórios e outros não é feito corretamente, principalmente pela falta de informação e isso é muito grave uma vez que esses resíduos são potenciais fontes de contaminação, prejudicando não só o meio ambiente como a vida de muitas pessoas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que estabelecimentos geradores de resíduos de serviço de saúde promovam o descarte correto. Mas existem outras legislações e resoluções que regulamentam o gerenciamento que também devem ser observadas. A resolução Consema nº288, determina que consultórios como de dentistas, realizem o licenciamento ambiental da atividade, porém acredita-se que nesses casos a informação e a exigência de um plano de gerenciamento de resíduos do serviço de saúde seriam suficientes para o controle dos diversos consultórios existentes no Brasil.

No Brasil, enquanto alguns estabelecimentos seguem normas estabelecidas pela Anvisa e Conama para o descarte correto dos resíduos, muitos locais destinam de maneira incorreta, até mesmo misturando com resíduos sólidos urbano, enterrando direto no solo, porém é fundamental o cuidado com descarte do lixo infectante,  para evitar graves contaminações

Os materiais infectantes são separados por grupos. O grupo A é considerado o mais perigoso, sendo a bolsa de sangue contaminado, um exemplo. O grupo B relaciona os materiais com substancias químicas independente de suas características inflamáveis, de corrosividade, reatividade e toxicidade, sendo os medicamentos quimioterápicos, reagentes, e substancias para revelação de Raio-X. Já o grupo C considera os materiais radioativos, como exames de medicina nuclear. O grupo D menciona qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou que possa provocar acidentes, que são os resíduos comuns, como  materiais passíveis de reciclagem e papéis, gesso, luvas e gaze. Por fim o grupo E que classifica os objetos e instrumentos perfurocortantes, como ampolas, lâminas, bisturis e agulhas.

É obrigatória a separação do lixo infectante do restante do lixo hospitalar, devendo atender as normas e critérios exigidos pelos órgãos mencionados anteriormente, além do treinamento de funcionários para que de maneira correta executem o descarte destes resíduos.

Existem algumas alternativas para a destinação final desses resíduos. A esterilização, mesmo recomendada como uma boa alternativa é pouco usada devido ao custo de operação.  A incineração do lixo infectante, embora estudos citem que essa prática pode gerar dioxinas e metais pesados à atmosfera que podem ser até mais prejudiciais que os próprios materiais incinerados e ainda existem as valas assépticas para a colocação do lixo infectante, que necessitam de espaço e intensivo controle.

 

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