Haverá justiça?

Postado por: Dilerman Zanchet

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A semana começou mal. E terminou nada boa. Ou pior ainda.

Começou com um policial militar assassinado friamente em uma esquina qualquer, no estado de Minas Gerais, após um assalto a banco onde os bandidos fizeram três reféns e, na caçamba de uma camionete, saíram pelas ruas da cidade disparando em qualquer coisa que se movimentasse.

As imagens que rodaram o Brasil demonstram que o policial tentou sair da linha de tiro dos delinquentes e até poderia ter revidado, pois estava com um fuzil, mas provavelmente tenha pensado nos civis que estavam sendo ameaçados, no risco de acertar um deles e não o fez.

Pagou com a vida.

Não só ele. Um cabo da PM com 36 anos. Pagou com a vida de sua esposa, de sua filha criança, de uma comunidade nada diferente que a comunidade brasileira, que não vê mais sentido nas coisas legais, reais, morais e, por que não, éticas?

A vida de mais um servidor da segurança ceifada por uma bala. Há mais ou menos um mês foi assim, aqui no RS. E, a esposa, colega de trabalho, mãe e madrasta dos filhos deste policial civil que tombou com um tiro na cara, em uma diligência, não é diferente daquela que ficou viúva em Minas.

São iguais como vítimas. São frutos da violência perpetuada pela falta de ação, de coragem, de uma visão que pode ser conservadora, mas é como agia a polícia de antigamente: primeiro atira, depois pergunta por que estava armado.

Não estou aqui defendendo a injustiça. Pelo contrário, quero é justiça.

Sou saudosista. Sinto saudades de quando o ladrão de galinhas era preso e cumpria pena como o ladrão de banco. Hoje temos os ladrões de colarinho branco, os políticos corruptos. Os mais deslavados corruptos de um país que está desmanchando-se em despautérios. E sem alguém em quem possamos confiar.

Mas a justiça cega. Aquela não vê, como os doentes que não aceitam uma sentença justa, digna de um homem inteligente e probo como Sérgio Moro.

Manda para o Moro, ele condena. Demora, estuda, analisa e condena. Devolve para os canais competentes. E eles mandam soltar.

Sei que os paladinos do comunismo disfarçados de democratas, aqueles mesmo que ainda têm a coragem de comparar Lula a Getúlio Vargas – isso pode – vão querer mastigar meus rins. No entanto, é inaceitável que eles – SÓ ELES – não vejam as mais variadas provas de que o tríplex é dele. Porém, o pior cego é o que não quer ver.

Termo de adesão, sigilo fiscal, documento não assinado no cofre, depoimentos, testemunhas, visitas, fotos. Tudo é mentiroso?

Mas, pensa comigo: Todas as provas apresentadas estão erradas. São mentirosas. Só as combinações do advogado com o cliente (Luis Inácio) é que são verdadeiras.

Os depoimentos são mentirosos.

As negativas são verdadeiras.

Pasmem: Atribuir ao Congresso, que votou – bem ou mal – as reformas trabalhistas, ao que eles intitularam golpe, pelo fato de este mesmo Congresso ter tirado do poder os maiores ladrões da história, isso pode.

Patrulhar dia e noite os jornalistas e radialistas que escrevem contra seus interesses, inclusive aqui em Passo Fundo por alguns acomodados em seus bons salários e sua pouca produtividade comunitária ou social, isso pode.

Passar pelos corredores de empresas pedindo demissão de pessoas que não são simpáticas às causas, isso pode.

O que não pode é ser contrário às suas estapafúrdias convicções.

Há, meu Deus. Como eu gostaria de ver a espada cega da justiça nas mãos de milhares de Sérgios Moros espalhados pelo Brasil.

Certamente muitos doutrinados pelo socialismo bolivariano pensariam duas vezes antes de escrever ou falar tanta bobagem. E jogariam fora seus IPhones.

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