Fim de farra no sindicato

Postado por: Marcel Van Hattem

Compartilhe

Finalmente o cidadão brasileiro começa a ver que a farra de sindicalistas com o dinheiro do trabalhador está chegando ao fim. Com a aprovação da reforma trabalhista, ontem, no Senado, a obrigatoriedade da contribuição sindical caiu por terra. A elite sindicalista que luta pela manutenção de suas benesses terá que realmente começar a trabalhar para merecer o dinheiro que recebe, já que a contribuição deixará de ser obrigatória e o trabalhador que não concorda com o que faz o sindicato que representa a sua classe poderá simplesmente optar por não ter parte dos seus ganhos cooptados.

Além desse duro choque de democracia aos sindicatos, muitos dirigentes sindicalistas gaúchos ainda podem perder outra fonte de financiamento totalmente imoral: o governo do Estado do Rio Grande do Sul está para colocar em votação uma Proposta de Emenda à Constituição que revoga a concessão da chamada “licença classista” para servidores públicos que mantinham atividades sindicais. Imagine que sob a desculpa de trabalhar para o sindicato, 317 funcionários públicos recebem anualmente R$ 37,7 milhões de reais dos cofres públicos, já que a tal licença permitia que se licenciassem de seus cargos sem prejuízo em seus vencimentos.

É isso mesmo. Concordando ou não com os protestos, greves, com as ofensas proferidas por sindicalistas, eu e você pagamos os salários deles. Todo esse dinheiro é retirado dos cofres públicos direto para o bolso dos sindicalistas. Se você acha pouco o valor dirigido aos 317 sindicalistas, seria suficiente para a contratação de 1 mil novos policiais, 1,4 mil novos professores ou, ainda, a compra de 250 novas ambulâncias do SAMU.

O processo de “venezualização” do Brasil, tão bem representado pela invasão descabida da mesa diretora do Senado por parte de senadoras conhecidas por distorcer a realidade a cada pronunciamento, apoiadoras e apoiadas por sindicalistas, está começando a ser interrompido. As reformas precisam continuar a valorizar o trabalhador, não quem vive de vitimismo e discursos hipócritas para receber dinheiro estatal.

 

 

 

 

 

Leia Também William II Elo passado-presente-futuro Sujeito descansado Maneiras de usar o floral nesse verão 2018