Vigilância 24 horas nos bancos é questionada

Postado por: Ronaldo Rosa

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Vigilância 24 horas nos bancos é questionada

No ano passado foi aprovada uma lei em Passo Fundo, iniciativa do vereador Patric e que entrou em vigor neste ano, que determina vigilância 24 horas nos bancos e operadores de crédito da cidade. Pelo ponto de vista da geração de empregos, a validade da lei é indiscutível, porém na questão da segurança, de clientes e dos próprios trabalhadores, é duvidosa. Neste sentido o Sicredi está questionando a lei, alegando que a presença 24 horas de vigilantes nas agências será uma chamarisco para criminosos, que além de atacar as agências, também irão atrás de armas e coletes dos vigilantes. Outro ponto, levantado pela instituição é de que num ataque a uma agência o primeiro alvo será os vigilantes e que todos os trabalhadores, que ficarem, principalmente após o expediente, estarão com a vida em risco.

 

Como vai ficar a guarda externa dos presídios?

O Governo do Estado, com a autorização da Assembleia Legislativa, vai tirar da Brigada Militar a responsabilidade de fazer a guarda externa, nos presídios. A justificativa é de que esses homens poderão reforçar o policiamento preventivo nas ruas da cidade, ou seja, um reforço no policiamento. Uma decisão bastante questionável, pois como ficam os presídios, a Susepe também está com falta de gente, dificilmente terá capacidade de abraçar a função. Terceirizar é extremamente arriscado. Essa medida deve preocupar muito a sociedade gaúcha, pois sabemos que muitos crimes, aqui fora, tem participação de pessoas de dentro das cadeias, por isso reforçar a policiamento fora e enfraquecer lá dentro, nada resolve, é trocar seis por meia dúzia.

 

“Penas para menores são mais duras, do que para adultos”.

Esta afirmação foi feita pela advogada, Andrea Stobbe, coordenadora do programa da Semiliberdade de Passo Fundo, que participou do programa Frente e Verso, de sábado, pela Planalto. Tem-se uma máxima que diz que a lei é mais leve para menores, por isso, são usados por adultos para assumir crimes. Andrea diz que isso não é verdade e que num crime de homicídio, por exemplo, o menor tem uma pena de reclusão, maior do que se o crime for cometido por um adulto. A maioria das pessoas discordou desta informação, porém a advogada falou em cima do que a lei prevê e esta correta, o brabo é que na prática essa situação não se confirma e aí teríamos uma nova discussão para identificar onde esta a falha.

 

Dizem por aí... Que a legislação penal brasileira é quase perfeita e que o incentivo a impunidade vem do próprio judiciário, que anda muito bonzinho com os criminosos. Será verdade?

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