Que a gente não perca a sensibilidade

Postado por: Jéssica Limberger

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Na semana passada, fui apresentada à uma bela canção, que só pelo título já encanta: "Era uma vez", de Kell Smith. Me arrepiei quando ouvi ela pela primeira vez, pela segunda e pela terceira. Os embalos dos versos me deixaram um legado: que a gente não perca a sensibilidade.

Somos feitos de átomos e de afeto. Estamos na constante busca de conexão com outras pessoas e com o sentido das nossas vidas. Sobreviver não basta, queremos viver com intensidade. Não queremos que com a nossa morte, morra também a nossa história. Queremos deixar um legado, seja um filho, uma árvore, um livro ou histórias para contar. Queremos que sintam a nossa falta. Queremos que a nossa vida não seja em vão.

Se queremos tudo isso, talvez nos entristeça pensar que por vezes vivemos na correria, no piloto automático, sem prestar atenção ao que realmente importa. Por isso que precisamos de sensibilidade. Sensibilidade para perceber se estamos com os passos no caminho que escolhemos. Sensibilidade para identificar se as pessoas que estão ao nosso redor torcem por nós. Sensibilidade para não nos acostumarmos com as coisas como elas se apresentam.

Não podemos nos acostumar com as injustiças, com o preconceito e com a falta de amor. Não podemos nos acostumar com pessoas morrendo de frio, de fome e de solidão. Não podemos nos acostumar com a falta de carinho, com a falta de tempo para estar com quem amamos, com promessas não cumpridas.

Que a gente tenha a sensibilidade de contemplar as belezas da vida, a cada dia. A grandiosidade está nos detalhes, no singelo, no verdadeiro. Que tenhamos a sensibilidade de contemplar o sol aquecendo o nosso corpo, o cantar dos pássaros, o sorriso dos nossos filhos e a face envelhecida de nossos pais. Que a gente tenha a sensibilidade de se emocionar com o que é verdadeiro e se encantar com os relacionamentos que nos fazem ser melhores. Que a gente se sensibilize mais com as histórias das pessoas e julgue menos.

Sejamos sensíveis às nossas dores e as nossas batalhas, não nos acostumemos com o piloto automático guiando nossas vidas. Sejamos conscientes do momento presente, dos pensamentos que passam pela nossa mente e das sensações do nosso corpo. Que tenhamos a sensibilidade de lutar pelos nossos sonhos e fazer deste mundo um lugar melhor para se viver.

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