O século da psicologia

Postado por: Israel Kujawa

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A Psicologia como área do conhecimento e como ciência aplicada pode se adaptar e provocar mudanças significativas na sociedade do século XXI. O avanço desta área deve trazer contribuições para situações conflituosas das dimensões subjetivas e sociais, que se apresentam como problemas para a humanidade. As forças produtoras de mudanças psicológicas e sociais, estão sendo composta por pessoas com maior desenvolvimento cognitivo, que devem desenvolver e cuidar da dimensão mental, afetiva e humana. Esta inteligência advém do conhecimento produzido, especialmente no século XX, pelo modelo apoiado na matéria, com descobertas da constituição e funcionamento da energia.

 Paralelamente a psicologia apesentou descrições revolucionárias das relações entre pensamento, mente cérebro e corpo. As relações e a sintonia mais adequada entre estas dimensões é um ponto de partida importante e está no horizonte da psicologia. Em uma sociedade ideal (utópica) para o século XXI, as pessoas são educadas pelo reforço do que é positivo. Para isto, se faz necessário aperfeiçoar a democracia, nos sistemas de gestão de escolas e empresas, sejam elas públicas ou privadas. Para ser bem sucedida a democracia depende da capacidade das pessoas de tomar as decisões corretas.

 Um dos temas a ser valorizado, na capacitação dos profissionais da psicologia, deve cuidar das relações entre técnicas, máquinas e humanos. Para ampliar seu impacto social, a psicologia deve definir com mais clareza o seu problema, bem como propor intervenções adequadas para o tratamento do mesmo. Neste foco deve estar incluído a responsabilidade dos profissionais em responder as demandas sociais crescentes, nos cuidados com as pessoas. Nestes cuidados se incluem soluções que passam pelo convencimento, possibilitando opções por caminhos pacíficos e sustentáveis.

A psicologia tem potencial para ser uma das principais ciências, na escolha individual das pessoas, no método adequado para o aperfeiçoamento da democracia e nos cuidados afetivos. Por mais mecanizados que humanos se tornem, por mais humanizadas que as máquinas sejam, não há perspectivas, a curto prazo, de que as máquinas consigam satisfazer algumas necessidades humanas. Dificilmente as máquinas saciarão, por exemplo, a necessidade de afeto, de amor e de sexo, dentre outras. O ser humano do futuro, provavelmente, será alguém com mais inteligência e com menos contato com outros seres humanos. Esta restrição aos espaços de convivência humana apresenta, entre as consequências, um espaço privilegiado para a psicologia, incluindo a necessidade de aperfeiçoar a sintonia entre o desenvolvimento cognitivo e emocional.

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