Amizades e renúncias

Postado por: Neuro Zambam

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O condicionamento das relações humanas revela a pobreza de espírito e a incapacidade de estabelecer uma convivência razoável, pacífica, bem intencionada e livre. Existem inúmeros exemplos de acontecimentos que retratam relacionamentos doentios, individualistas, ciumentos e restritos a campos de interesse econômicos, políticos, ideológicos, familiares e de amizade (ou falsa amizade).

As pessoas são naturalmente impulsionadas para construírem relações livres. Um animal, aqui sem nenhum reducionismo sobre direitos dos animais, naturalmente será um animal na sua estrutura e no seu relacionamento. Nesse campo, especificamente, vale o que se aprendeu no inicio do estudo da ciência – nasce, cresce, reproduz e morre.

Para uma pessoa a redução da existência ao destino ou às necessidades físicas e biológicas significa a negação da sua identidade e das condições e possibilidades de construir o seu espaço de liberdade. Faz parte da natureza humana a vontade de ser livre e cada vez mais livre.

A prisão ou os presídios, símbolo mais expressivo da escravidão humana é, também, o sinal da redução da pessoa ao seu lugar mais deprimente e limitador das suas relações e condições para que construa o sentido da sua vida. Em todas as sociedades as pessoas têm dificuldades de entender e conviver com as prisões (e os presídios).

As amizades precisam ser um constante exercício da construção da liberdade. Quando uma amizade é usada para satisfazer interesses individualistas, os envolvidos (dois ou mais) são levados a condição de objeto de uso.

Uma situação com tal nível de sentimento ou atitudes, como se fala no senso comum, não tem futuro. Uma amizade madura atravessa o tempo e engrandece todos os envolvidos. Temos direito à liberdade humana. 

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