Como fica o transporte coletivo?

Postado por: Ronaldo Rosa

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Uma pena que em muitas áreas do nosso país não se tem um olhar mais valoroso para os bons exemplos. Enquanto países de primeiro mundo, como Dinamarca, Japão, Estados Unidos e outros, incentivam e priorizam o transporte coletivo, aqui queremos inventar modas e colocar cada vez mais veículos particulares nas ruas, trazendo uma série de problemas para o trânsito, para o meio ambiente e em consequência para a qualidade de vida da população. Neste sentido, o prefeito da capital, Marchezan, é digno dos meus parabéns. Tem sim que ser reavaliada a gratuidade e os benefícios concedidos para alguns passageiros de ônibus. A questão é matemática, quanto mais gente tem gratuidade ou descontos, mais cara a tarifa fica para quem paga o preço integral. Com isto, não se estimula o uso do transporte público e sim incentiva as pessoas a comprar motos e carros, que no final das cotas sai até mais barato do que andar de ônibus. Não é questão de tirar direitos, mas sim de fazer justiça, quem precisa pode continuar tendo benefício, mas quem pode pagar, tem que pagar. Com todo o respeito, mas tem muitos estudantes e idosos ricos, andando de graça nos ônibus.

 

Governo federal dá com uma mão e tira com a outra

Recentemente o Governo liberou o Fundo de Garantia, o que alegrou de uma forma geral a população, mas em seguida autorizou um aumento nos preços dos combustíveis, o que incide sobre grande parte de produtos e mercadorias e afeta a população, proprietária ou não de veículo. O Governo também está fazendo o pagamento do PIS, que poderia ser uma grana extra no bolso do trabalhador, mas ao mesmo tempo autoriza um aumento no preço da energia elétrica e poderíamos citar outros exemplos, como o Imposto de Renda, onde a população recebe alguns benefícios do Governo, que na prática pagamos antecipadamente com os nossos impostos, ou seja, a vantagem do Governo sobre a população chega a ser uma covardia.

 

No que o policiamento é mais importante?

Sabemos que a segurança pública, oferecida pelo Estado, passa por um momento de fragilidade com poucos policiais, pouca estrutura, principalmente se comparado com o fortalecimento das quadrilhas, do crime organizado e com o crescimento da violência, A polícia não está em condições de dar a segurança que os cidadãos precisam e merecem. O fato do BOE voltar ou não voltar para Passo Fundo, como já comentei neste espaço, não faz tanta diferença assim, como alguns tentam passar, pois o batalhão atua apenas em ações especiais e não no dia a dia, que é o que está faltando, então não tenho tanta preocupação com este fato, diferente da notícia de que policiais da região, nesta semana, estarem atuando no combate ao contrabando na fronteira. Será que é prioridade este trabalho, levando em conta o reduzido número de policiais que temos na cidade, para garantir o mínimo de segurança aqui? Não é uma crítica, apenas uma pergunta, onde o policiamento é mais importante? Sinceramente tenho as minhas dúvidas.

 

Dizem por aí... Que além de Uber e moto taxi, também o transporte a cavalo será proposto em Passo Fundo. Será verdade?

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