Poder de decisão e responsabilidade política e jurídica

Postado por: Neuro Zambam

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A necessidade de decidir é uma rotina que integra nossa existência. Precisamos escolher nossa vocação, profissão, locais que frequentamos, amigos a constituição da nossa família e isso faz toda diferença na formação da nossa identidade, assim como na construção do tipo de participação que temos na sociedade.

A repercussão da votação da denúncia contra o Presidente Temer é uma demonstração da irresponsabilidade das decisões de um número expressivo dos nossos representantes, não todos, é bem verdade. A troca de membros das comissões por meio da liberação e emendas, favores e ameaças amplamente divulgadas revela a fragilidade de nossas decisões ao elegê-los, a irresponsabilidade ao evitar um acompanhamento mínimo das votações e posicionamentos e, pior que isso tudo, nos acostumarmos com a negligência e a falta de postura dos líderes.

Atualmente não basta ter poder, é preciso exercê-lo com a liturgia que o cargo exige. Quanto maior a representação, tanto maior deveria ser o cuidado e a responsabilidade.

As decisões em nome da lei, prerrogativa especialmente reservada ao Poder Judiciário, deveriam ser revestidas com maior grau de certeza e lisura. Existem profissões que por ofício e repercussão deveriam errar menos que as demais Por exemplo: juízes, médicos, professores e policiais são simbólicos, pois trabalham e decidem sobre vidas humanas e influenciam a futuro de forma peculiar.

A votação que ocorre hoje em Brasília deveria ser o retrato da maturidade política e jurídica da nação. Entretanto, ela revela a sua fragilidade. O presidente, os demais da classe política e, por consequência, os poderes e pessoas de influência passam pelo mesmo crivo e carregam a mesma fama.

A retomada do crédito em setores estratégicos da sociedade terá que ser, mais cedo ou mesmo em um período futuro longínquo, uma demonstração de crescimento do país, especialmente de sua população.  Qualquer país do mundo não sobrevive com crises permanentes como os do Brasil e da Venezuela. Sequer com acusações de partidos, pessoas e poderes que na sua origem revelam a mesma irresponsabilidade.

Quando se escolhe bem nas pequenas decisões, somos moldados para os grandes desafios. Tanto quando saldar nossas contas, quem o faz nas pequenas dívidas não se enrola nas grandes.

O Brasil e as demais nações são o retrato da sua gente. Entendamos quando alguns europeus dizem: O Brasil é um país jovem.

 

 

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