O risco ao generalizar

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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A generalização de qualquer categoria profissional, política, social, étnica, ou por condição de gênero, tende a cometer injustiças, porém, é comum ouvirmos generalizações pejorativas e preconceituosas sobre determinados grupos. O conceito generalizado e repetido rotineiramente pelo senso comum, acaba rotulando uma categoria, causando danos e constrangimento a todos. 

É extremamente comum ouvirmos frases que generalizam o comportamento de uma categoria profissional, de classes sociais ou de gênero, que colocam todos no mesmo nível, patamar. As frases e conceitos mais comuns são: “Os políticos são todos ladrões! Mulher no volante... Os homens são todos iguais! Pobre é tudo... Funcionários públicos são todos...” Estas e muitas outras frases, são relativamente comuns em  nosso dia a dia, porém, acabam “rotulando” uma classe ou grupo, na maioria das vezes no sentido depreciativo, negativo.  Ao formarmos um conceito generalizado, corremos o risco de cometermos injustiças, pois estamos colocando “todos” os integrantes deste grupo, em uma mesma condição, independentemente do comportamento pessoal de cada indivíduo.

Uma das categorias que mais tem sofrido com as generalizações populares é a política, que nos últimos anos, vem sofrendo um desgaste extremo, em decorrência das inúmeras denúncias  envolvendo personalidades políticas em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Além da imagem pessoal destes agentes públicos, as instituições por eles representadas, perderam a credibilidade perante a opinião pública, em decorrência da massificação midiática da “roubalheira”, dos conchavos políticos e dos privilégios dos altos-escalões dos Três Poderes, revelados a toda a população brasileira pela imprensa, causando repúdio e indignação a todos.    

A cautela deve dar o tom da crítica e do conceito, pois os danos causados por uma generalização preconceituosa, maldosa e injusta, são imensuráveis, causam insatisfação daqueles que agem conforme o decoro e a ética profissional, além de afastar  homens e mulheres de boa índole, de atividades tão nobres e necessárias a sociedade brasileira, como a atividade política.

 “Sem política não se organiza uma sociedade. O problema é que a sociedade está nas mãos de políticos profissionais.” Saramago, José

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