Temer aprendeu com Lula e Dilma

Postado por: Dilerman Zanchet

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Até não ter sido convidado para ser candidato a Vice-Presidente na chapa de Dilma Roussef, Michel Temer era um ilustre desconhecido da politica brasileira, para a grande maioria dos brasileiros.

Eleito deputado federal por São Paulo, “Michelzinho” foi presidente da Câmara dos Deputados no mandado de Luiz Inácio e lá criou uma rede de articulação política de fazer inveja. Os mais chegados contam que era um homem de dar socos na mesa e sair aos gritos com seus assessores, quando contrariado.

Pois bem. Na articulação do PT para dar continuidade ao desmando do país e aos assaltos às estatais como a Petrobras e ao BNDS (ainda vai estourar o rombo), a cúpula tratou de manter a parceria que havia, antes com um esfacelado PFL para o PMDB, muito mais estruturado em todos os estados da Federação e, consequentemente, com mais representatividade na Câmara (ainda é a maior bancada), e com isso amealhando invejáveis minutos de exposição na televisão e no rádio, em horário político.

Não tenhas dúvida, você leitor, que usa o cérebro para raciocinar, de que ao projeto do PT - cuja lavagem cerebral é feita em milhares de incautos brasileiros – passava pelo “poder pelo poder”, ou seja, poder a qualquer custo. Tanto que os seus fundadores, pessoas que tinham respeito e representatividade nos quatro cantos do país, abandonaram a sigla.

Não queres acreditar, entenda as entrelinhas de um ex-senador como Eduardo Suplicy, que foi um dos esteios do PT quando a moral e os bons costumes acompanhavam a ética pelos corredores da política nacional.

Continuando, é sempre bom lembrar que, para o projeto dar certo, precisavam continuar no poder. O cofre da Petrobras estava aberto, mas faltavam malas para carregar tanto dinheiro. Com as empreiteiras no bolso, a JBS na mão e sem nenhuma vergonha na cara, Lula, Dilma, Temer e a corriola sacaram o país. Tomaram de jeito e deram aos que descobriram a sujeira, algumas migalhas para que ficassem calados assistindo atônitos ao maior roubo da história.

Os diretores de Ali Babá, Assalto ao Trem Pagador, e outros bons filmes policiais pareceram aprendizes diante de tanta esperteza.

Com o projeto dando certo no primeiro mandato de Dilma, só poderia ter continuidade. Custasse o que custasse. E deu no que deu. Falcatruas, compra de espaços, debates infundados, aquilo que, quem tem boa memória, lembra-se da última eleição.

E, para piorar ainda a vida dos brasileiros, do outro lado e com mais chance de terminar com o desmando, um candidato falcatrua. Aécio foi uma espécie de taboa da salvação daqueles que não queriam ver a continuidade do roubo, da acomodação da companheirada, dos desmandos por conta do dinheiro público, suado do brasileiro. Não queriam ver nosso suor se desmanchando em empréstimos para Cuba, Venezuela e etc. Mas não enganava. Era da mesma troupe.

Enfim, eleitos, impeachment, etc.

Temer, Lula e Dilma na rampa, na posse. Abraços, beijos, jantares e juras de amor sem fim.

Até que ela foi derrubada por desrespeitar a Constituição (esta que transformou em um emaranhado de leis sociais para quebrar o Brasil, a moral e os bons costumes).

Ele, que deveria ter sido levado junto no impeachment, não o foi.

E, mais uma vez a esquerda, dilacerada pela perda de sua popularidade em toda a América Latina, apareceu, gritando golpe. Como se o Vice não fosse seu. Criaram a cobra e reclamaram da picada.

Temer, denunciado por um empresário - que também é culpado - enrolou-se nos braços, melhor dizendo, nos cofres da JBS. Mas disse que era mentira.

Bateu na mesa, comprou deputados (inclusive do PT e outros partidos da esquerda), e na Câmara levou vantagem.

Processo arquivado. Denuncia infundada.

Ora. Querem mais?

PT, PMDB, PSDB, e outros “Ps”, sujos como pau de galinheiro, tomaram de assalto o Brasil.

E Temer continuará lá. Até o final de 2018. E com o aval do PT, seu partidinho de estimação. Com os professores que teve, não se poderia esperar outra coisa.

A propósito: Como tem brasileiros – principalmente socialistas, que têm partidos, ladrões e políticos de estimação. É de dar dó.

Sobre a votação da semana na Câmara: sem comentários.

Para finalizar: qualquer dia destes escreverei sobre os que acham que a liberdade de expressão é maior que o desrespeito. Aqueles que usam os espaços dos outros para se projetarem. Principalmente em se tratando das redes sociais.

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