Atraso no pagamento de vigilantes é discutido pelo Legislativo

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Foto: Comunicação/ Câmara de Vereadores   Foto: Comunicação/ Câmara de Vereadores 

Uma comitiva de funcionários terceirizados que prestam serviços de vigilância à Prefeitura de Passo Fundo esteve no Legislativo, nesta sexta-feira (11), solicitando apoio dos parlamentares em questões referentes ao pagamento de erários atrasados. Atuantes através da empresa Job Segurança e Vigilância Patrimonial, os trabalhadores informaram que o pagamento do salário do mês de julho bem como férias e rescisões contratuais não estão sendo efetivadas em dia.

Atendidos pelo presidente do Parlamento, vereador Patric Cavalcanti (DEM) e pelos vereadores Evandro Meireles (PTB) e Eloi Costa (PMDB), os trabalhadores querem assegurar junto ao Executivo os pagamentos dos recursos em débito. Entre as reivindicações, eles alegaram que a rescisão contratual de seis vigilantes que atuavam na empresa ainda não fora efetuada bem como o pagamento do mês de julho e, também, que a Job não formaliza a cedência e o pagamento de férias aos servidores. Outro ponto levantado, foi a garantia de que os funcionários permaneçam nos seus postos de trabalho caso seja necessário que outra prestadora assuma o serviço.

O vereador Patric lembrou aos vigilantes que tem tomado todas as medidas necessárias com o Executivo para garantir o pagamento dos erários, assim como entrou em contato com a Job para que regularize as contas. Ainda, durante o encontro, o presidente solicitou uma reunião com o Executivo e, junto a um grupo de vereadores e funcionários, foi recebido pelo procurador do município, Adolfo Freitas. Na reunião, Freitas sinalizou que o Sindicato que responde pela categoria alertou o Executivo que a empresa estaria descumprindo os direitos trabalhistas assim como solicitou o bloqueio dos recursos. Como forma de garantir o pagamento dos erários aos trabalhadores, a prefeitura notificou a direção da empresa Job que tem até segunda-feira para comprovar, mediante apresentação de prova documental, a regularidade dos pagamentos. Caso a empresa não ateste a conformidade das contas, o Executivo bloqueará as verbas do próximo mês que deverá ser depositada em juízo ao Ministério do Trabalho para, então, ser repassada aos funcionários.

Segundo o presidente, o Legislativo acompanhará as medidas que visam dar segurança jurídica aos funcionários. “Sempre tive uma ligação direta com a categoria sabendo que eles têm a responsabilidade de zelar o patrimônio público e privado com suas vidas. Desta forma, estamos solicitando toda a documentação da empresa exigida no certame licitatório a fim de que, possamos ter ciências das obrigações assumidas pela Job e acompanharemos se a empresa cumprirá com o acordado com o Executivo”, sinalizou.

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