Cortes no Programa de Aceleração do Crescimento

Postado por: Josué Longo

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Olá amigos! Hoje vou falar sobre o corte de 7,5 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo Temer no mês passado.

Criado em 2007, pelo então Presidente Lula, o programa tem como objetivo estimular o crescimento econômico, através de investimentos em obras de infraestrutura, que gerem empregos e melhore a qualidade de vida dos brasileiros.

Talvez a pressa para colocar o PAC em funcionamento, tenha contribuído para gerar muitos problemas que municípios e estados enfrentaram ao longo dos anos. Problemas jurídicos, ambientais, a falta de projetos e de capacitação técnica dificultaram a efetiva realização de algumas obras, que ficaram apenas no papel.  Porém, o programa foi e tem sido uma grande iniciativa para a realização de obras estruturantes e necessárias no nosso país.

Fiquei triste em constatar que um dos principais programas afetados por esse corte, e tantos outros que já foram feitos, é o Minha Casa Minha Vida. Enquanto trabalhei no Ministério das Cidades, no período de 2009 a 2012, tive a oportunidade de conhecer a realidade do Norte e Nordeste do nosso país. Pude conhecer de perto, por exemplo, as palafitas, que são casas construídas sobre estacas de madeira em áreas alagadas. Nesses locais, o problema da moradia também é um problema de saúde pública. Sem sistema de água e esgoto, muitas famílias vivem em situação precária e insalubre. Uma das importantes mudanças ocorridas no programa, com o passar do tempo, foi a integração de ações de saneamento (água e esgoto), pavimentação, iluminação, entre outras, como parte do projeto. A construção de novas casas passou a ser mais que "erguer quatro paredes", o que de fato possibilitou condições de vida digna para a população mais carente.

O déficit habitacional que já é grande, em torno de 6 milhões de moradias, vem crescendo com a redução da produção de novos domicílios e as famílias que ganham até três salários mínimos são as que mais sofrem com essa realidade.  

Não é justo que um governo sem legitimidade popular e moral queira permanecer a qualquer custo no poder, distribuindo "benesses" aos parlamentares, como noticiado por toda a imprensa nas últimas semanas, em troca do arquivamento de processo de investigação. Enquanto isso, o povo segue pagando a conta com o corte de recursos em áreas essenciais e o aumento de impostos.  

Enquanto Prefeito de Marau 2013/2016 pude realizar a pavimentação de 350 quadras, sendo aproximadamente 100 delas, com recursos oriundos do PAC. Essa obra, localizada em seis bairros da cidade, mudou significativamente a vida dos moradores. Espero sinceramente que nosso país possa voltar a crescer.

VOCÊ SABIA?

Passo Fundo nos últimos quatro anos conseguiu um investimento de 52 milhões do PAC para projetos de canalização, acessibilidade, calçadas e pavimentação.

 

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