O Brasil e os estrangeiros

Postado por: Neuro Zambam

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Os desafios da convivência humana são exigentes. Aliás, sempre foi assim. Apenas para ilustrar, imaginemos como deve ter sido complexo durante a formação do Império Romano a anexação de territórios, províncias, imensas áreas conquistadas com seus habitantes com culturas diferentes, comportamentos estranhos, rostos diferentes e interesses os mais diversos. Mais grave do que isso, na Roma Clássica os conquistados pela força das armas eram feitos escravos e jogados a própria sorte em recantos desconhecidos e com outros na mesma situação.

Parte desses, os que sobreviviam, eram conduzidos forçosamente até a capital do império e inchavam a cidade despreparada para essa nova realidade. Assim, pela conjugação de interesses, pessoas, culturas e inúmeras formas de relacionamento formou-se a laureada cultura romana que cunhou a identidade do mundo ocidental e a quase totalidade das instituições, por exemplo, o modelo de família, a estrutura jurídica e a percepção sobre os meios de transporte (Roma dominou o mundo controlando as estradas como fator de destaque).

O Brasil e a nossa região, na atualidade, está envolto nessa onda de convivência com inúmeras pessoas, até então, estranhas ou pouco conhecidas. A realidade da pobreza na Índia, a superpopulação da China, as pirâmides no Egito, os produtos americanos tão cobiçados, entre outras dimensões estão ao alcance de todos.

Mas, há outro campo estratégico que merece a nossa atenção. A presença de estrangeiros nas escolas em todos os níveis.

Em recente constatação na cidade de São Paulo a presença de estrangeiros é o fato novo. Os estrangeiros nas escolas públicas em situação de igualdade com os brasileiros. Aliás, s como deve ser em qualquer país normal. Veja-se a matéria no link [http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/08/1910228-onda-estrangeira-forca-adaptacao-de-escolas-da-rede-municipal-de-sp.shtml].

A nova configuração, antes restrita a campos bem selecionados do ensino superior, chega ao cotidiano das escolas públicas de todo o país, o que exige dos profissionais e dos dirigentes uma postura de tolerância, diálogo e firmeza para atuar nesta direção e a capacidade de conviver com as diferenças desde as primeiras “horas”.

As condições de educação, ou seja, a qualidade tem novos horizontes. A nova Roma precisa de novas ações. Seremos capazes nas atuais circunstâncias. Não basta capacidade de mudar, mas capacidade de buscar outras qualidades. Jamais a anexação, sempre a cooperação.  

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