Imunidade parlamentar tem limite

Postado por: Ronaldo Rosa

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O deputado Bolsonaro, quem eu particularmente admiro mais do que a deputada, Maria do Carmo, foi condenado por ter dito na Tribuna do Congresso, que a sua colega não merecia ser estuprada, pois era muito feia. Mesmo que tenha imunidade na tribuna, a juíza que julgou o caso condenou o deputado a pagar R$ 10 mil de indenização, por danos morais, por entender que a sua manifestação foi machista e ofendeu as mulheres de uma forma geral. Bolsonaro está em evidência por falar o que pensa ser corajoso e não ter o “rabo preso”, então é aquele tipo de pessoa que, ou se gosta, ou se odeia. De qualquer forma considero que diante da crise moral na política, ele é um dos poucos que está se salvando. Mesmo assim, não concordo com a ofensa que ele fez a deputada, pegou pesado e mereceu uma punição, tudo tem limite na vida, até a imunidade parlamentar. Tomara que em outros casos a justiça também analise da mesma forma e que esta decisão não seja um preconceito ao autor.

 

Leitura serve como punição?

Recebo uma sugestão do psicólogo, Cesar de Oliveira, para debater no programa Frente e Verso, a decisão, inédita, da Justiça da Alemanha, que condenou um jovem infrator a uma pena de leitura. Em tempos de Jornada da Literatura, o debate vem em boa hora. Afinal, a leitura deve ser estimulada ou seve como punição. É um tema de alto nível, por isso foi aceito e estaremos tratando do assunto no próximo sábado. Dê a sua opinião.

 

Médico cobra horário dos pacientes, mas não cumpre o seu.

Com certeza não é apenas um que faz isto, mas recebo denuncia de que um médico que atende na rede pública do município, se nega a atender pacientes que se atrasam e olha que basta 5 minutos para ele se revoltar. Às vezes as pessoas que estão a meses esperando por uma consulta, podem atrasar, principalmente quando se depende de ônibus, isto pode acontecer com qualquer um, mas este médico não quer nem saber, não atende e pronto. Acho errada esta falta de consideração e até respeito pelas pessoas, diria mais, usa da sua posição para prejudicar com quem precisa de ajuda. Mas, vamos dizer que ele está certo, mesmo com tanto rigor e sem tolerância, porém este mesmo médico, que precisa atender até ao meio dia, sai do posto em que trabalha, antes das 10 horas e volta mais tarde apenas para bater o ponto. Muito bonito isto, “pimenta nos olhos dos outros é colírio”. Esse irresponsável deveria ter o mínimo de coerência e pelo menos praticar o que cobra dos outros, ou seja, cumprir o seu horário.

 

Dizem por aí... Que o maior problema da saúde no município é que alguns médicos, que se acham acima de todos e não querem cumprir horário e atender bem o povo. Será verdade?

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