Leitura não faz parte da vida da maioria da população

Postado por: Ronaldo Rosa

Compartilhe

Embora não se tenha números e estatísticas oficias e fidedignas, Passo Fundo, pela Jornada de Literatura e pelo título que ostenta de ser a Capital Nacional de Literatura, aparece em todos os levantamentos entre as cidades com maiores índices de leitura, mas a sensação que a gente tem é que na prática isso não é verdade. A maioria da população de Passo Fundo não gosta de leitura, porém a minoria dos que lê, leem muito, aumentando assim a média de leitura de todos. Essa não é uma realidade só de Passo Fundo, é cultural da população brasileira, que tem preguiça de ler e se interessa muito mais por bobagens, que postam em redes sociais, por isso a formação da população é baixa, o que reflete diretamente no mercado de trabalho e na condição financeira, onde vivemos num país onde poucos tem muito dinheiro e muitos tem pouco, só vamos mudar isto quando tivermos pessoas mais preparadas para crescer na vida.

 

Gare é um espaço para diversidades

A discussão em torno do aproveitamento do antigo espaço da feira do produtor na Gare é muito interessante. Enquanto alguns artistas entende que o espaço deve ser reservado para a expressão cultural, outros entendem que o espaço deve ser dividido com o setor de gastronomia. Eu defendo que quanto mais setores estiverem presentes na Gare, melhor para a cidade e para a maioria da população. A diversidade é positiva e, além disso, não se tem que dar exclusividade naquilo que é público. Em Porto Alegre, o Mercado Público, é um exemplo a ser seguido, onde diversos setores exploram o local, por isso que se tornou referência até mesmo como ponto turístico da capital, a Gare deve seguir a mesma linha.

 

O pesadelo dos salários atrasados

O Governo do Estado, prefeituras e empresas terceirizadas, que prestam serviços para o poder público estão tendo muitas dificuldades neste período de pagar em dia os trabalhadores. Cresce p número de prefeituras nesta condição, não é o caso de Passo Fundo, porém é o caso de empresas terceirizadas que prestam serviços para o município na área de limpeza e vigilância. Entendem-se os efeitos da crise, mas ela é muito mais moral do que econômica e não serve de desculpas para tudo. É preciso criar mecanismos para evitar que este pesadelo de trabalhar e não receber continue, com penalidades para as empresa que atrasam o salário, principalmente aquelas que recebem em dia, mas negligenciam o repasse. Os trabalhadores não podem mais “pagar o pato”.

Leia Também Primavera Matam a educação pública, aos poucos! A periferia como lugar de atenção da Igreja Católica de Passo Fundo Orgulho Gaúcho