Raças não existem, ou sim!

Postado por: Neuro Zambam

Compartilhe

Não poucas vezes a classificação de pessoas em ordem de importância seja pela inteligência, profissão, local que frequente, cor da pele, prática religiosa e outros motivos de igual motivo, tomam conta dos noticiários, comentários e das manifestações públicas.

A humanidade convive com práticas de racismo ao longo da sua história. Tal atitude envergonha a inteligência humana, o desenvolvimento tecnológico que nos aproximou expondo nossas semelhanças e diferenças, o próprio acelerado processo de globalização e, especificamente, os avanços ou pesquisas científicas mais atualizadas. Aqui me refiro ao mapeamento do genoma humano que demonstrou com provas abundantes que somos iguais, super iguais, extremamente iguais ou qualquer outro qualificativo de igualdade que posso nos aproximar mais e mais.

 Nessa opinião, concordo com o exposto no livro de espetacular sucesso há pouco tempo do historiador e jornalista Magnoni – Uma gota de sangue. Esta obra faz um relato valioso sobre a história do racismo. Na verdade, é uma chaga que persegue a humanidade nos diferentes períodos.

A escravização de pessoas, talvez o retrato mais cruel da coisificação humana ao lado das práticas nazistas ocorridas durante a II Guerra Mundial são representativas da falta de qualquer razão para considerar um grupo humano superior ao outro.

Formas antigas, modernas e contemporâneas de classificação de pessoas convivem lado a lado em países mais ou menos desenvolvidos.

Na América do Norte gigantescas manifestações contra o racismo ou a classificação de pessoas ofuscaram outras com vontade de demonstrar a superioridade de outro grupo. Na Espanha o terrorismo demonstra novamente sua face perversa. Na África não poucas vezes disputas internas entre iguais (mais iguais) deixam rastros de ferocidade e barbáries comparadas às guerras mais cruentas.

Pobre mundo, miserável humanidade, inútil progresso, desprezíveis conquistas que servem para o enriquecimento de cientistas, profissionais e corporações e não chegam ao cotidiano. Insignificantes países arrogantes que, em fartas reuniões expões fulgurosos discursos e, à luz dos interesses bélicos, promovem guerras sem fim.

Insignificante Brasil. 

Este país que multiplica o racismo nas desigualdades mais esdrúxulas e corrompe as mentes pelos maus exemplos dos mais velhos e pelas atitudes das castas acasteladas nos poderes da República e na educação miserável. 

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito