Telha e telhado

Postado por: Odilon Garcez Ayres

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Me deu na telha sobre a telha escrever, embora não seja um assunto muito importante, mas sem ela, uma casa não seria perfeita.

Para ilustrar, um casal foi morar no Tocantins, de mala e cuia, nos anos 70, dificuldades mil, para fazer o rancho iam a Brasília. Mas, certo dia, a mulher fazendo o almoço, cai um toró daqueles do centro-oeste, e o telhado, de palha e farelo, despenca por cima das panelas de comida...e a mulher já sofrida de tantas dificuldades no cerrado, entra em desespero, alucinada, larga tudo, e volta para o Rio Grande.

Desde que um historiador ali do Caapi. mas que se diz do Igai, em uma crônica muito bem elaborada, sobre a construção da antiga casa do Paço Municipal, de pé até hoje decorando um Museu, de que um gringo famoso de sobrenome Ritti (escrevo como falam), o construiu com todos os ingredientes made in Passo Fundo e incluso o telhado, quando de uma mini reforma que ocorreu lá por 1994, pedi licença ao Engenheiro chefe, fui examinar e me franquiou uma telha, a qual levei para casa.

Que surpresa...pois desde esse dia...peguei gosto pelas telhas...lá estava escrito...Curytiba – Paraná!

Com dezenas de Olarias em Passo Fundo e arredores, presumo que o Intendente de 1911...foi buscá-las a preço de ouro...bem longe...superfaturada.

Agora, construído o belo Parque da Gare, que transformou-se do dia para a noite, no mais novo e atraente Cartão Postal de Passo Fundo, restaram algumas casas em área litigada, e na esquina da Avenida Sete com Coronel Chicuta, uma veio abaixo e não me contive, pedi licença ao pedreiro e fui ver se o telhado era de Passo Fundo?! Que nada...outra decepção...está escrito: Weidmann – Porto Alegre – Brasil.

Com certeza veio de trem...superfaturada pelos Belgas!

De outra feita, fui com o competente e dinâmico repórter investigativo e agora radialista Dilerman Zanchet...na Casa Branca do Lalau Miranda, e enquanto ele entrevistava os tataranetos, me fui as telhas, e vira e revira e fotografa, tinha três ou quatro fabricantes, mas nenhuma antiga, e nem da Olaria do Tio João Garcez ali de Coxilha.

Lição: Antes de qualquer afirmativa, verifique a telha e consulte seu telhado! 

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