Mentes imaturas e comportamentos irresponsáveis

Postado por: Israel Kujawa

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O comportamento humano é dividido em fases, classificadas de forma geral, como infância, idade adulta e velhice. Os indicativos cronológicos são uma diretriz para distinguir estas fases, agregando as manifestações biológicas e psicológicas, como elementos para esta difícil distinção. O indicativo cronológico é mais objetivo, mas ele passa a ser flexibilizado pela influências dos aspectos culturais e materiais. A consciência, que é a capacidade de perceber os limites estabelecidos pelos aspectos materiais e psicológicos, auxilia para que os indivíduos se comporte em conformidade com sua fase existencial.

 Do nascimento até os dezoito anos, ocorrem mudanças vinculadas aos aspectos cronológico, psicológico e biológico, que permitem classificar mais duas fases, a infância e a adolescência, subdividas, em primeira infância, pré-adolescência e juventude. Um exemplo claro de estabelecimento do limite, sob a diretriz cronológica é a autorização para dirigir automóveis. A lei estabelece que ninguém com menos de dezoito anos de idade, no Brasil, está autorizado a dirigir. No entanto, sabemos que muitas pessoas com idade menor ao estabelecido pela justiça, sob a conivência de adultos, se consideram aptas para realizar a atividade, classificada ilegal.

O início da idade adulta está vinculada com a emancipação, estabelecido pela necessidade de ter dezoito anos. Este limite é flexibilizado em casos de solicitação jurídica de emancipação antes do determinado pela lei. Para isto, se faz necessário cumprir alguns critérios materiais acompanhados de uma pessoa adulta da família e de uma avaliação jurídica e psicológica dos solicitantes. Contudo, a transição entre a idade adulta e a velhice não tem um critério tão claro quanto a transição da fase anterior, pois não tem uma idade cronológica estabelecida, cabendo ao próprio indivíduo com experiência dos limites materiais e psicológicos, em consenso com pessoas de sua convivência definir os critérios para o comportamento adequado.

A época em que estamos vivendo, modernidade líquida, flexibilizou e gerou dificuldades em estabelecer os limites no comportamento. Apesar dessas dificuldades, é importante ter maturidade e responsabilidade para perceber que determinados comportamentos não são indicados, por confrontarem as características biológicas e psicológicas. O acesso a alguns recursos tecnológicos e ao consumismo, alteraram substancialmente o comportamento das crianças e dos velhos. Nesta alteração de comportamento, as crianças por exemplo, passaram a ter centralidade. Os aspectos positivos desta alteração devem, também, ser avaliados em seus efeitos controversos na subjetivação dos adultos, pois cabe aos adultos, o dever de quem tem a responsabilidade jurídica e a maturidade psicológica. Quando as decisões passam a ser centralizadas pelas crianças e os adultos assume um comportamento passivo, passamos a ser dirigidos por mentes imaturas e comportamentos irresponsáveis.

 

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