Um fenômeno social e humano

Postado por: Israel Kujawa

Compartilhe

* Texto escrito por Artur Zorzi Kujawa

O sociólogo Zygmunt Bauman é criador da teoria da Modernidade Líquida, que descreve no memento atual, no qual, por exemplo, as relações de trabalho são dinâmicas e a tarefa de ganho financeiro é dividida entre o homem e a mulher. Assim, como nesse caso pai e mãe trabalham fora do lar, os filhos tendem a passar grande parte dos seus dias nas escolas. Portanto, a socialização primária das crianças, ligada aos “bons modos”, ocorre, progressivamente com mais intensidade, nas instituições de educação, atribuindo aos pais, o papel de expectador, passivo.

Não existe melhor forma de resolver uma patologia social do que investir em sua origem. A discussão sobre gênero, consequentemente, é imprescindível, visto que, a intolerância e a discriminação são ato e efeito da sociedade, ou seja, a biologia não faria de uma pessoa preconceituosa. As crianças devem saber que não é o órgão genital que determina a orientação sexual de nenhum ser humano. Por conseguinte, as instituições sociais em geral e educativas em especial, devem agir visando à formação humana.

Obviamente, a situação deve ser administrada com bom senso, preservando a inocência e a infância. A título de exemplo, uma criança de 4 anos não precisa receber uma explicação de como acontece a relação sexual homoafetiva, apenas que “é possível ocorrer afeto” entre indivíduos do mesmo sexo. Segundo Pierre Bourdieu, a escola é uma instituição dedicada à manutenção do “status quo” (estado atual), legitimando as desigualdades sociais e, é vital que isso mude. Ela necessita se preocupar em quebrar dogmas retrógrados defensores da família tradicional bíblica como única opção, considerando a homossexualidade, não como um problema, mas como um fenômeno humano e social.

Brasil está entre os países onde o índice de homicídios de transexuais é um dos mais elevados do um do mundo. Isso enfatiza a gravidade da problemática. Para que transcorra melhora social, é relevante mostrar que existem outros mamíferos que mantém relações homoafetivas e em sua espécie vivem harmonicamente. Discriminações devem ser expostas e criticadas como erradas, bem como se faz necessário afirmar: sentir atração por um ser humano do mesmo sexo não é errado e nem doentio, faz parte da complexidade da existência humana. É no colégio que isso deve ser abordado.

Texto escrito por Artur Zorzi Kujawa

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito