Projeto Rio Passo Fundo percorre o Caminho das Águas

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 Foto: Divulgação    Foto: Divulgação 
O Projeto Rio Passo Fundo desenvolvido pelo Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), com o apoio do Museu Histórico Regional (MHR) e do Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), ligados à Universidade de Passo Fundo (UPF), realizou na manhã de segunda-feira, 11 de setembro, o Caminho das Águas. A atividade possibilitou que a equipe de trabalho do projeto conhecesse o processo pelo qual a água passa, desde a nascente até as estações de tratamento de água e esgoto. O projeto é realizado a partir do patrocínio do Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018 e é desenvolvido pelo Comitê Rio Passo Fundo, através de uma parceria com a Corsan.
Reconhecendo o trajeto
Conhecer para preservar, este é o objetivo da atividade que apresentou aos funcionários, bolsistas e estagiários envolvidos no Projeto o caminho percorrido pela água para que possa chegar à torneira de casa. A proposta, que tem início com uma visita ao Berço das Águas – área que abriga uma grande quantidade de nascentes de quatro das 25 bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul e responsável pelo abastecimento de 60% do estado –, é instigar para o uso consciente e racional dos recursos hídricos e, ainda, proporcionar que se possa compreender o valor e tratamento da água. Por isso, depois de conhecer uma das nascentes do Rio Passo Fundo, o Caminho das Águas levou os estudantes até a captação de água da Barragem da Fazenda da Brigada e, mais tarde, para a Estação de Tratamento de Água III, local onde a água passa pelos processos de floculação, decantação, filtração, desinfecção e, por fim, de fluoretação para, então, ser direcionada para as residências da cidade e, posteriormente, para a Estação de Tratamento de Efluentes Araucária, no Bairro Zácchia, onde os alunos conheceram os processos de tratamento de esgoto realizado através das três lagoas de estabilização.
Prática
Para Kélen Scherer da Costa, bióloga e secretária executiva do Comitê Rio Passo Fundo e, também, uma das responsáveis pela elaboração da metodologia do Projeto Rio Passo Fundo, o Caminho das Águas possibilita que o processo de captação e tratamento da água seja compreendido de forma clara. “Esta atividade é essencial para reconhecer como o Rio Passo Fundo se forma, o percurso que a água faz, da nascente até após o seu uso, para assim visualizar e compreender o processo num todo”, inicia. “Também, um dos objetivos do Caminho é possibilitar que se perceba a dimensão da importância da água como recurso hídrico e natural, o seu potencial, reconhecendo os problemas, instigando soluções. A vivência no Caminho das águas dá um embasamento vivencial e teórico para o grupo participar das expedições, pois aborda desde questões históricas até a situação atual do Rio Passo Fundo, além da integração do grupo”, explica.
A posição de Kélen vai ao encontro do que pensa Rocheli Ongaratto, bióloga e também integrante da equipe de metodologia. “O Caminho das Águas nos mostra a importância de entender o quão valorosa é uma nascente e que devem ser protegidas contra agentes externos. Podemos observar, também, as interferências em que a água sofre até chegar às estações de tratamento e, então, ser purificada e pronta para consumo. Entendemos que sim, podemos com pequenas atitudes diárias e de cada um de nós, ajudar a minimizar a poluição e a degradação dos recursos hídricos”, coloca. 
Para o presidente do Comitê Rio Passo Fundo, Claudir Luiz Alves, que atuou também como responsável pela orientação da atividade, proporcionar que se conheça todo o caminho percorrido pela água, possibilita que se tenha maturidade para entender a necessidade de preservação. “Essa atividade foi pensada para mostrar às crianças, adolescentes e população em geral os fluxos da água na cidade e as interferências que ela sofre até estar purificada e pronta para ser consumida. Mostra, ainda, que as grandes fontes de contaminação dos recursos hídricos são o esgoto e os agrotóxicos e, a partir disso, o que podemos fazer para preservar a água através de pequenas atitudes que podem colaborar para que a poluição e degradação sejam minimizadas no Rio Passo Fundo”, conclui.

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