24º Domingo do Tempo Comum

Postado por: Maria Vani Gehlen Ramos

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O Senhor é bom e misericordioso, lento para a cólera e cheio de clemencia. Salmo 102(103),8.
A liturgia deste final de semana nos leva à prática do perdão, tão difícil e tão comprometedor. O Evangelho de Jesus Cristo, segundo evangelista Mateus 18, 21-35 nos traz novamente o apóstolo Pedro perguntando à Jesus: "Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Respondeu Jesus: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete". Para que Pedro,  e nós hoje,  possamos compreender a mensagem deste evangelho Jesus conta, mais uma vez, uma parábola. 
Compreendemos que a resposta de Jesus à Pedro significa que devemos perdoar sempre, sempre e sempre, para que  também possamos ser perdoados, sempre, sempre e sempre.
Temos rancores guardados em nosso coração contra alguém? Será que vale a pena perder tempo alimentando mágoas e até vinganças? Rezamos por aqueles que nos prejudicam? Também rezamos por aqueles que prejudicamos?
Penso que uma das práticas e atitudes da vida mais difíceis é exatamente o exercício do perdão. Jesus nos deu o exemplo na cruz quando fez o pedido ao Pai: " Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". A misericórdia de Deus é infinita e amorosa e sempre nos perdoa e nos acolhe, incessantemente. Nós, seres humanos, não temos a capacidade de perdoar por nós mesmos, por isso temos que pedir a Deus que nos ensine a perdoar. 
A oração do Pai Nosso, que o próprio Jesus nos ensinou, nos compromete e nos ensina a perdoar. "Perdoai os nossos pecados, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido". 
Bom domingo, na paz do Senhor.

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