Dever cidadão

Postado por: Israel Kujawa

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O filósofo grego Aristóteles diferenciou o ser humano do restante das espécies pela capacidade de fazer política. Isto é, organizar-se para obter consenso e atingir objetivos. Nesse sentido, uma das mais representativas ferramentas de participação é a votação. Mesmo assim, as eleições municipais brasileiras de 2016 mostraram alarmantes números de votos nulos.

A partir disso, como Platão assinalava em sua obra, é necessário enxergar além das sombras. Ou seja, entender qual a motivação para tal acontecimento. E o que há de sobressalente no cenário governamental do país é instabilidade, um dos motivos que certamente influenciou a população a realizar este protesto silencioso. Entretanto apesar da visibilidade adquirida, a atitude pouco influenciou de modo concreto o pensamento dos congressistas, de maneira que outros meios de reclamação devem ser buscados.

Na história, em nenhum momento a circunstância de uma nação foi modificada sem uma movimentação populacional impactante. A título de exemplo, a Revolução Russa e a Revolução Francesa, contudo, a violência precisa ser evitada a todo custo no caso brasileiro. Bem como manifestações pacíficas em torno da mobilização popular seriam profundamente mais efetivas do que a abdicação do exercício da cidadania. Já que o modelo atual prevê que o voto nulo tenha somente o sentido que sua denominação conota: nulidade nas eleições.

À vista disso, os meios de comunicação e o assombroso alcance da Internet são artefatos interessantes para manifestar a indignação das pessoas. Neles deve ser exposta a ineficácia da não participação pública, e é onde mais competentemente haveria mobilização para protestos, por exemplo. Um povo unido sem dúvida fará mais diferença do que recusa à política.

Texto escrito por Artur Zorzi Kujawa

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