Das mulheres, dos negros e dos jovens

Postado por: Neuro Zambam

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Este ano, os economistas mais esclarecidos e outros preocupados com a justiça social e com a distribuição de renda, mesmo que pouco informados, buscam relembrar os 150 anos da publicação de uma obra que marcou a humanidade: “O capital”. Uma das análises mais lúcidas e espertas sobre a estrutura e o funcionamento do capitalismo. Um dos livros mais polêmicos, contestados e controversos. Vários eventos pelo Brasil vão retomar esse tema.

A procura pela diminuição das desigualdades é um sonho das pessoas de boa vontade nas mais diversas áreas, desde a estética até a agronomia; dos políticos e aos garis; dos economistas aos caixas de supermercados.

Mas, por que isso é tão complexo, quem sabe impossível?

Existem inúmeras experiências mundiais onde isso é possível.

E, no Brasil? Aqui sim, com análise do Capital, aumento da produção, governos de esquerda e direita, pequenas e grandes igrejas, nas áreas rurais e urbanas, essa realidade parece impossível de mudar.

Pior que isso, a perversidade das desigualdades jogam “fora do mundo” um contingente de tradicionais e novos escravos, mulheres do campo e da cidade, pessoas de cor negra e jovens de várias cores, assim como outros com igual destino.

Nesta semana, uma importante agência de pesquisas com ampla credibilidade internacional divulgou um trabalho que retrata o aumento da dominação econômica no Brasil e seu poder de escravização, exclusão e seleção de pessoas.

O estudo da antiguidade assusta quando estrangeiros, mulheres e crianças sequer eram contados, outros dependiam de títulos, da filiação religiosa e do sobrenome.

Pois bem, a escravização de pessoas que teve vários estágios, cores e critérios, chega na era da globalização e das altas tecnologias, cada vez mais aprimorada e eficiente.

No Brasil, quando pensamos que estamos no “fundo do poço”, nos damos conta que a desgraça está aprimorada, invisível, beneficia algumas pessoas e ilude milhões, especialmente aqueles encastelados em cargos fixos e iludidos com pequenas benesses da corrupção e dos favores de castas superiores, também iludidas por favores idiotas.

Do lado de baixo, mas bem abaixo, estão aqueles sem esperança e/ou outros alienados, como disse Marx, na ilusão de alguns produtos que ninguém sabe quem fez e como os fez. Certamente por mulheres, negros e jovens.

Que importância isso tem? Sugiro a leitura dessas linhas, depois fale de Marx e de Pikety: [http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1921546-seis-bilionarios-tem-mesma-riqueza-que-100-mi-de-brasileiros-mais-pobres.shtml].

 

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