Greve por dignidade pessoal, profissional e social

Postado por: Israel Kujawa

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Os trabalhadores em educação, funcionários e professores estão dando uma ótima demonstração de que é possível reagir, lutar e interferir no rumo dos acontecimentos sociais. As razões imediatas desta forte mobilização, são de ordem material, pois o básico para a sobrevivência, passou a ser ameaçado, com a falta de salário e falta de crédito. No entanto, a médio e a longo prazo, a dignidade material e social dos profissionais da educação dependem da capacidade de implementar projetos de gestão estatal, que não estejam comprometidos com o interesse financeiro especulativo do mercado.

Infelizmente o nível de consciência social, abaixo do mínimo necessário, dificulta a compreensão destas relações. Uma das diretrizes indispensáveis, para alterarmos este realidade é exercitar o pensamento, aprender com o passado e estabelecer diretrizes de atuação, a curto, médio e longo prazo. A frase proferida pela presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, durante as manifestações do dia 29 de setembro: “Não aceitaremos a entrega da riqueza e do patrimônio do Estado”, deve ser compreendida nas suas bases e na sua globalidade.

 O governo anterior assegurou melhores condições econômicas para a educação pública, por estar comprometido com uma visão diferenciada do papel de estado, não apenas por ser mais inteligente e mais simpático. O atual governo do estado do Rio Grande do Sul, a exemplo do atual Governo Federal, precisam ser retirados dos seus postos, por estarem comprometidos com os grandes especuladores, com a entrega do patrimônio público e como a implementação de programas que agravarão a nossa situação social, não por serem, pessoalmente, bons ou maus.

A atual greve do magistério, contribuirá, a curto prazo, para que situação dramática da própria sustentabilidade material seja amenizada. Para além disto, se faz necessário um debate sobre as relações entre a gestão de estado e os interesses especulativos do mercado. O governador está na maior posição hierárquica da gestão do Estado. Ao escolhermos devemos considerar seu histórico, seus principais grupos de sustentação e seu projeto de gestão. A pressão e a mobilização sempre serão necessárias, mas ficará mais fácil e terá melhores resultados, se o diálogo for com um gestor representante e comprometido como o social e não com os interesses especulativos do mercado.

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