Ide e Evangelizai

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

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No terceiro domingo de outubro, a Igreja Católica celebra o Dia Mundial das Missões para recordar e reforçar o mandato de Jesus Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (...) Então, os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda parte” (Mc 16, 15.20). Os discípulos de hoje, isto é, a pessoas que professam a fé em Jesus Cristo, têm a mesma missão e alegria de apresentar o Evangelho à geração presente.

O centro da missão é sempre o anúncio de Jesus Cristo. Ele é o evangelho, a boa notícia que não caduca e nem envelhece. As pessoas e a Igreja que anunciam são limitadas, tem contradições, tem as marcas do tempo. Mas, isto não invalida a notícia anunciada: Jesus Cristo e seu reino de amor. Além disso, os primeiros destinatários da mensagem são a própria pessoa e a Igreja.

A quantidade e a velocidade das informações que chegam cotidianamente obrigam as pessoas a selecionar conteúdos que interessam. O mesmo pode acontecer e acontece quando se anuncia Jesus Cristo. A mensagem corre o risco de aparecer mutilada e reduzida a alguns aspectos secundários e o essencial não desponta. Nesta preocupação, o papa Francisco recorda aos católicos, na Exortação Apostólica “A alegria do Evangelho” (EG 36) que o “núcleo fundamental, o que sobressai é a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado”.

Oferecer Jesus Cristo é sinal de amor às pessoas. “Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido de vida”, (EG 46) diz o papa Francisco. É proporcionar um encontro com Jesus Cristo para que a pessoa livremente faça a sua opção.

Ao incentivar os cristãos para a missão, “não quero uma Igreja preocupada com ser o centro”, afirma claramente o papa Francisco. Nem é uma ameaça à laicidade do Estado e nem se pretende uma teocracia. O que a Igreja e as pessoas de fé pretendem é anunciar Jesus e os ouvintes possam cultivar a dimensão espiritual. 

Também, os cristãos creem no poder transformador do Evangelho que contém e oferece uma proposta de vida. É uma fonte de diálogo que ilumina e interroga o mundo, além de oferecer elementos fundamentais para a organização social, como a justiça e a caridade. Em tempos de grave crise ética, de falta de referência a respeito do bem e do mal, Jesus Cristo se apresentou como caminho, verdade e vida.

Mais uns ensinamentos do papa Francisco: “Ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre acontecimentos que interessam aos cidadãos. Quem ousaria encerrar num templo e silenciar a mensagem de São Francisco de Assis e de Santa Teresa de Calcutá. Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela” (EG 183).

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