A mudança do comportamento por meio do conhecimento não coercitivo

Postado por: Israel Kujawa

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O referencial conceitual que indica a possibilidade de mudar o comportamento, independentemente do histórico biológico, precisa ser divulgado para que seus benefícios sociais sejam socialmente percebidos e ampliados. Nos últimos cinquenta anos, houve uma grande evolução nos conhecimentos sobre influência do ambiente, material e mental, no comportamento. Esta ideia é defendida por Murray Sidman em um livro traduzido para o português com o título: “Coerção e suas implicações”.

Vivemos em um mundo coercitivo, que condiciona nossos comportamentos com ameaças de críticas, rejeições e punições. A coerção é um recurso para atingir um comportamento desejado, se contrapõe e limita o pensamento criativo, que enfatiza e concede prêmios para os hábitos que possibilitam transformações globalmente positivas. No atual contexto de acirramento dos conflitos e de aumento da insegurança social, as vozes conservadoras que propagam o aumento das punições, aceitando argumentos humanamente retrógrados, com punições mais violentas, passam a ser considerados.  

A punição, que incluí a agressão física, para alterar comportamentos considerados como inadequados das crianças, continua tendo adeptos. A prisão para mudança de comportamento de pessoas que praticam atos violentos continua sendo a principal alternativa, em mentes individuais e no imaginário social. Por outro lado, a ação da maioria de nós, que fomos educados de modo sensível e amoroso, aprendemos a ser solidários uns com os outros, somos condicionados por um código moral que não aceita o roubo e a morte como certos. A educação é palavra chave para mudar ou consolidar comportamentos, por meio dela é possível experimentar novos conhecimentos. Além disto, a ciência do comportamento é indispensável, por mostrar a maneira de conduzir as nossas vidas, evitando a negligência, a violência e a destruição.

Uma atenção especial deve ser dada para superar um tipo de coerção, que se apresenta como barreira imposta por grupos econômicos que impediram e continuam impendido, a proliferação de tecnologias que assegurariam o acesso universal de fontes de energia limpa, em substituição ao petróleo e a indústria farmacêutica. A adequada manipulação tecnológica da energia existente na natureza, especificamente na terra, no ar, no sol, na água e nos seres vivos em geral, poderá trazer retornos socioambientais que beneficiariam a todos. O acesso universal deste elemento básico (a energia), que é infinito porém se apresenta como se fosse escasso e de alto custo econômico, possibilitará um ambiente igualitário e saudável, influenciando o comportamento, positivamente e de forma global. Quem deseja mais informações sugiro o documentário disponível em:

 https://www.youtube.com/watch?v=M3Eo0PiqgHY

 

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