MTG: Manter os princípios, mas evoluir sempre

Postado por: Dilerman Zanchet

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Acontece neste final de semana o 51º aniversário de fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O nosso MTG, que já foi muito criticado e ainda precisa adequar-se à realidade da modernidade, caminha rumo ao seu centenário com a responsabilidade de aumentar a confiança do meio tradicionalista, principalmente dos gaúchos que não são filiados, e envolver-se com as comunidades do interior do RS.

Há algum tempo, não muito distante, o MTG enclausurou-se dentro de um cercado totalitário, onde manda quem pode e obedece quem precisa.

Quem não fosse tradicionalista de carteirinha – isso foi amplamente divulgado em discursos e entrevistas – não poderia criticar, sugerir ou participar das ações que envolvem todos os gaúchos.

Gaúcho não é só aquele que usa bombachas. Botas e esporas por 24 horas. A menos que esteja o tempo todo se fazendo representar uma entidade ou o próprio movimento. Gaúcho de Semana Farroupilha também é gaúcho.

Gaúcho é aquele que estampa em seu semblante o orgulho do sangue que corre em suas veias, o orgulho de ter em seus ancestrais a ousadia, a inteligência, a vontade e a coragem de ter sido farrapo.

Não importa se o lenço é branco ou vermelho, maragato ou chimango. Importa é a essência do pulsar do coração. Este é o gaúcho.

Gaúcho é um estado de espírito e da alma.

Este gaúcho que por várias vezes foi desmerecido por algumas pessoas, passou, nos tempos mais recentes, a ser visto com bons olhos pelo MTG.

Este é o Movimento Tradicionalista. Inteligente, perspicaz, mantenedor da cultura e dos princípios definidos. Mas, acima de tudo, um Movimento que valoriza a ousadia dos que são gaúchos, com carteirinha ou não.

A atual direção do MTG, conduzida brilhantemente por Nairo Callegaro, parece caminhar neste sentido: De fundir a tradição e a cultura com a modernidade, com a evolução.

É disso que o Rio Grande precisa.

Vamos manter o legado dos que fizeram do Movimento uma integração pela nossa tradição, venerando sempre João Carlos Paixão Côrtes, Antônio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia, Cyro Dutra Ferreira, entre tantos outros que, no anonimato, fizeram a história deste povo. Mas entendendo que o smartphone e as redes sociais fazem parte do nosso dia-a-dia.

Deve, os que fazem parte deste movimento, esquecer os ranços históricos e lembrar – sempre, que não existe faculdade ou diploma para ser gaúcho.

O tradicionalismo está no coração de cada gaúcho, e é dele que brota o sangue que circula em nossas veias.

Vida longa ao MTG e aos gaúchos de fato, que sentem a honra e a coragem de serem tradicionalistas, mesmo sem carteirinha ou diploma.

Rumo ao centenário.

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