Inusitados acessórios do Fusca – II

Postado por: Júlio César de Medeiro

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Tivemos, semana passada, boas contribuições de nossos leitores com lembranças de mais acessórios inusitados dos Fuscas. Alguns são exclusivos do besouro, outros não, mas todos são muito interessantes. Batizados com nomes ou apelidos de gosto duvidoso, hoje em dia são peças raras.

 

Caça-mulata – era um tipo de farolete que primeiro foi utilizado pela polícia, bombeiros e ambulâncias e que depois se popularizou. Normalmente é instalado na porta do motorista, na altura da linha do vidro, de forma que fique ao alcance da mão e possa ter o facho de luz direcionado manualmente. Alguns modelos substituíam o retrovisor externo, pois vinham com o espelho acoplado. Outros vinham com um braço que se estendia para dentro do carro, pela ventarola, permitindo que o farolete fosse direcionado mesmo com os vidros fechados. Outros ainda eram instalados no para-brisas do carro, ficando fixos.

Correntes para pneu – esse acessório foi muito popular no passado, não sendo restrito seu uso somente aos Fuscas. Presas nas rodas da tração do carro, as correntes são indispensáveis para quem enfrenta estradas com muito barro. Nos países nórdicos também são item importante para trafegar na neve.

Saco de bode – até 1960 os Fuscas eram fabricados sem qualquer sistema para lavar o para-brisas. Algumas empresas como a VDO ofereciam acessórios vendidos a parte para este serviço. Então, em abril de 1960 os Fuscas passaram a sair de fábrica com um curioso apetrecho para esse fim. Instalado abaixo do painel e a frente da alavanca de câmbio, o acessório consistia em uma rudimentar seringa que, ao ser apertada manualmente, esguichava água no para-brisas. Ficou conhecido como saco de bode pela forma e posicionamento, mas também era chamado de mamadeira ou garrafinha.

Swamp-cooler – acessório utilizado desde a década de 30 em diversos carros, este precursor do ar condicionado ainda faz muito sucesso entre os Fuscas. Instalado na janela do carona, ajudava a amenizar o calor, mas somente quando o carro estava em movimento. O sistema consiste em um tubo que recebe o ar pela abertura da frente e o direciona para dentro do carro. Dentro do tubo o vento entra em contato com uma manta que fica com a metade inferior submersa em água. A parte superior da manta, umedecida, recebe o vento, que passa para dentro do carro com temperatura bem menor que a do ambiente. Conforme o vento evapora a água da manta, uma corda permite girar um rolete onde a manta é presa, umedecendo uma nova parte e renovando a refrigeração.

Semana que vem temos ainda mais alguns acessórios para investigar. Já ouviu falar de “dentadura de baiano”, “quebra-joelho”, “gela-saco” e “chega mais”?

 

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