A ministra, a história e a máscara

Postado por: Dilerman Zanchet

Compartilhe

A vergonha continua.

O descaramento aumenta. A palhaçada (sem querer ofender os profissionais circenses), nunca foi tão grande.

Ministro atribui à Polícia a incompetência governamental de acabar com o tráfico e o banditismo nos morros cariocas. Disse que a corja está dentro das delegacias. Governo do Estado e Ministério Público, Justiça, ninguém faz nada. Ninguém investiga. Nada.

A Ministra da Secretaria nacional de Políticas de Promoção e Igualdade Racial (Ministra de Direitos Humanos), Luislinda Dias de Valois Santos passou, literalmente, dos limites aceitáveis para quem estudou, cursou faculdade, especialização, foi Desembargadora da Bahia.

Escrachou a vergonha, a deselegância e o preconceito absurdo, ao dizer que, com 33 mil mensais não dá para comer, vestir-se e maquiar-se para trabalhar. E que trabalha de segundas a segundas.

Trabalho escravo.

Este mesmo que ela calou-se. Estava fazendo o cabelo ou maquiagem, e esqueceu-se de contrapor seu colega Ministro do Trabalho, quando até o tal presidente Temer calou-se (só veio manifestar-se após o clamor popular).

A esquerda brasileira, estes mesmos que adoram chamar os contrários de patos, batedores de panelas, coxinhas, calaram-se. Ainda que ela seja filiada ao PSBD.

Ora, vejamos: A dita tem o título de ministra, mas foi desembargadora, com salário de 30,3 mil mensais. Negra, trabalhou a diversidade e a igualdade racial na Bahia, sabidamente um berço da colonização africana no país e, por isso, o respeito às diversas opções religiosas e culturais afro.

Daí, pelo fato de ser negra, dizer que o salário e o trabalho de um ministro é escravo tem uma longa distância.

Mas, até aí, tudo bem.

O que não li e não ouvi foram os intelectuais da esquerda defenderem ou tomarem posição contrária às declarações dela.

Não ouvi nem li nenhum historiador versando e implorando a leitura de tal ou tal escritor sobre a história disso ou daquilo e condenando ou absolvendo a atitude ministerial. Nem deles, nem de seus seguidores céticos.

O que prova que o Brasil não tem mais jeito, com o atual modelo e sistema que aí está.

Vi alguns há alguns dias, tripudiar sobre Educação Moral e Cívica. Dizer que o Grito do Ipiranga, a Proclamação da República e o respeito à moral, ao civismo, a disciplina e ao direito são absurdas mentiras impetradas ao povo pela ditadura e pelas Forças Armadas. E nem máscara para disfarçar a cara a pessoa usa.

Falta de conhecimento não é. É falta de vergonha mesmo.

Saudades do falecido professor e advogado Adirbal Corralo que dizia, em suas aulas: “Educação, Moral, Civismo e vergonha na cara não se compra. Se aprende na família, com o apoio escolar”.

 

 

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito