Dos mortos e dos vivos

Postado por: Neuro Zambam

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No inicio de novembro lembramos os mortos. Pessoas como nós que passaram curtos ou longos anos na nossa companhia e, a seu modo, deixaram marcas importantes que contribuíram para a formação da nossa identidade pessoal, integração na comunidade e com as relações no interior da sociedade.

Podemos afirmar que somos fruto de nossa caminhada (oportunidades, escolhas, renúncias e enfrentamentos), assim como, das inúmeras influências que ocorrem durante a nossa existência.

Quem sabe um dia outras pessoas também lembrarão a nossa trajetória e das contribuições que deixamos para o bem da comunidade e das pessoas.  Lembrarão também das mazelas e dificuldades que acompanham a nossa passagem terrestre. Essa dicotomia é uma luta constante e faz a nossa vida cada vez mais dinâmica e entusiasta.

A atitude mais sensata, em minha opinião, diante da existência de familiares, conhecidos e outros, é primeiro a coragem e determinação de agradecer, aprender e reconhecer – pais e mães de família, profissionais das mais diversas áreas, amigos e amigas, contribuições das mais diversas áreas que formatam a vida social e da humanidade.

Importa também refletir, neste contexto, sobre a necessidade do cuidado e do símbolo que certas ações significam. Por exemplo, o cuidado com os cemitérios é uma demonstração clara e simbólica da maturidade dos sentimentos de uma pessoa, família ou comunidade. Fala-se inclusive que os cemitérios acabarão e a cremação será, além de rotina, uma necessidade diante da facilidade, ao seu barateamento, à mudança de hábitos e à melhor higiene. Torço por isso.

De outra parte, em que pesem todas as evoluções, o sentimento em relação aos antigos, os mais velhos e aos que já partiram não pode terminar e sequer esfriar.

A mudança de manifestação das emoções é visível e essencial, tudo muda e nós mudamos juntos.

De outra parte, devemos evitar reações, lições e sentimentos doentios, nada educativos e sequer motivados pela fé madura. Falo aqui das inúmeras expressões de fanatismo, desespero e lamentações injustificáveis. A renovação da natureza é a dinâmica que supõe a substituições de uns pelos outros e a certeza do fim.

Preparar-se para o fim derradeiro é especialmente viver intensamente cada dia.

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