Raio x da Juventude de hoje: A percepção da geração Z - o mundo está preparado para eles?

Postado por: Amilton Rodrigo de Quadros Martins

Compartilhe

A geração Z, definidos pela sociologia como sucessores da geração Y, também conhecidos como geração Zapear ou Nativos Digitais, no Brasil nasceu aproximadamente entre metade dos anos 90 até metade dos anos 2000. As datas de nascimento variam por condições sociais ou países, pois sua grande marca está no acesso abundante à Internet e tecnologias digitais desde seu nascimento, o que impactou profundamente no seu comportamento e forma de interação social.

Essa geração cresceu no boom da Internet, e no crescimento exponencial do uso de aparelhos tecnológicos, conhecidos como gadgets. A ideia do zapear faz alusão ao uso cotidiano e alternância entre vários canais de televisão com conteúdo verticalizado, serviços de streaming de vídeos e séries, redes sociais, vídeo games, smartphones e uma infinidade de serviços online de conteúdo, aplicativos de fotos e vídeos, interação e participação social digital mais presente que a real.

Em seu dia a dia, ficam constantemente conectados à Internet, tendo uma perigosa necessidade de interação e exposição online, principalmente usando aplicativos de redes sociais digitais especializados em áreas de seu interesse, como música, fotos, vídeos e ferramentas de comunicação instantânea. Instantaneidade é a sua marca, pois são acostumados pelos jogos, a ter feedback e acesso à informação rapidamente, o que os torna ansiosos e impacientes.

Em geral, aceitam bem a diversidade e multiculturalidade, pois sonham em ser cidadãos do mundo, conhecer e experimentar cada canto do planeta, uma vez que ter experiências valem mais que acumular coisas. Grande parte é ativista e tem forte responsabilidade social e ambiental. São consumidores ávidos de tecnologia, que viralizam mundialmente em 48 horas, mas que rapidamente se tornam obsoletas e entediantes, com o caso do Pokémon Go.

Como muitos já chegaram ao mercado de trabalho, o conflito está instaurado, pois não acreditam na carreira de sucesso como única alternativa para sua vida. Essa geração viu a incerteza econômica de 2008 e convive com a ameaça terrorista, por isso desconfia das empresas como provedoras de estabilidade. No ambiente de trabalho, esperam que os chefes lhes abram exceções, permitindo que escolham tarefas e horários de sua preferência, pois desde sua infância, foram protegidos por pais e professores, e mesmo precoces, são mimados e imaturos.

O estudo, intitulado “Likers - A Nova Geração de Consumidores”, foi encomendado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, ouviu jovens de classes A até a D, revelando que eles estão cada vez mais conectados, e para eles, trabalho e profissão não são mais prioridades, e preocupantemente, eles veem a AIDS como algo muito distante.

Para nós, as gerações mais antigas, são importantes a busca pela aproximação e oferecimento de apoio constante, mas também a definição clara de papéis, estabelecendo limites, acordos e penalizações compatíveis com a idade e gravidade do limite ultrapassado. Nessa lógica de conexão constante, deixar totalmente livre, sem monitoramento e diálogo constante, é um risco grave à saúde e à vida, pois agora, as ameaças estão dentro da nossa casa.

 

Leia Também Falecimento de titular de firma individual causa a extinção da execução fiscal Treinamento psicológico e o efeito no grupo A ciência como ferramenta para a sabedoria Quebra-molas são permitidos, “em casos especiais”