O MTG, O ENART e as mudanças

Postado por: Dilerman Zanchet

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Desde que assumiu há quase dois anos, o presidente do MTG, Nairo Callegaro, está implantando algumas alterações e adequações nos eventos de cunho artístico da entidade, que regula todas as competições dos filiados.

Estas alterações, em muitos casos, mexeram com a comodidade de alguns setores, já acostumados - para não usar a expressão viciados, colaborando para que o marasmo e ações não muito transparentes se efetivassem.

Como eu disse, a partir do início da gestão de Nairo Callegaro, algumas mudanças foram feitas. Várias determinações e normas foram regulamentadas e, às portas de mais um Enart, deparamo-nos com uma intensa expectativa.

No ano passado, implantou-se um novo sistema de divulgação de notas, embora ainda não tão pontual de como se espera. Quando divulgado, foi anunciado que a nota dos avaliadores seria em tempo real. Na sequência, temendo possíveis falhas e até para preservar alguns avaliadores, as notas são conferidas para posteriormente serem divulgadas. Ponto positivo.

Neste ano, criou-se toda uma expectativa em relação à comissão avaliadora, uma vez que os que julgam Enart não julgam rodeios e festivais de danças. E aí entra a questão do voluntariado, cujo muitos não entenderam a proposta. Acham que avaliador de rodeio tem que ter salário. Eu discordo.

Os novos avaliadores, bem orientados pela nova coordenadora de avaliação das danças tradicionais (ela acompanho-os nas regionais, inter-regionais e agora na final), deverão apresentar resultados sem vícios, sem compadrismo. Com isenção. É o que se espera.

- ... “Há, mas ele está falando mal dos avaliadores”.

Não mesmo. Estou dizendo que mudaram as normas.

Chapéu usa quem quer.

Enfim, mudaram outras regras, também. Muitas delas. Agora tem que ter até laudo técnico para as obras que são apresentadas nas coreografias. Questão de segurança. Respeito.

O MTG precisa continuar se adequando à modernidade. Tanto na avaliação das individuais, como nas danças, como na campeira. Inadmissível que alguém que não sabe por qual lado se monta, querer ditar normas.

Cada macaco no seu galho!

Mais mudanças. Para que a nossa tradição siga firme em seus princípios e propósitos.

É o que se espera para a próxima gestão do Nairo, indicado pela grande maioria dos coordenadores como candidato à reeleição, em janeiro próximo.

E que venha o Enart.

Para mim, motivo de orgulho poder receber o Prêmio MTG de Jornalismo, com a Revista Somando On Line. Agradecimentos à Cláudia Peres, do DTG Camboatá, que me inspirou na matéria.

Há... Para lembrar que não tenho carteirinha de gaúcho. E nem por isso me julgo menos gaúcho que muitos. 

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