William

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            As repercussões sobre as mais diversas falas com teor racista, preconceitos e outras formas de classificação de pessoas com maior ou menor importância precisam ser combatidas de forma permanente. A dignidade humana é um valor moral da maior relevância e um princípio jurídico irrenunciável para a estabilidade social e critério básico para a construção da equidade entre as pessoas e povos que na sua origem e nos seus desdobramentos são marcados por inúmeras diferenças e desigualdades.

            As diferenças constituem a marcante da natureza, das relações humanas, dos contextos sociais e das aparências dos seres (humanos ou não). Com essa marca precisamos conviver, aprender e amadurecer. Sua negação representaria a tragédia social, natural e social.

            As desigualdades precisam ser avaliadas, especialmente a partir do viés econômico, como ameaça à estabilidade social, política, econômica, cultural, religiosa e jurídica de uma comunidade ou nação. Quanto mais desigual maior a certeza de injustiças. Quanto mais equitativa mais justa e sustentável.

            A igualdade é, simultaneamente, um ideal e uma limitação grave. Ou seja, a defesa da igualdade aritmética é certeza de ingenuidade e inexistência de qualquer clareza teórica ou política.

            Os excessos de percepções e a ausência da crítica permanente sobre concepções relacionadas aos mais diversos temas, com facilidade, conduz ao fanatismo.

            O fanatismo é uma chaga social responsável por graves danos à humanidade. Religiões sucumbiram ontem e desaparecem hoje vítimas de seu narcismo e responsáveis por graves danos. Sistemas políticos escravizaram e vitimaram pessoas por alimentarem verdades absolutas. Famílias alimentam conflitos injustificados por suas autoidolatrias.

            O combate às desigualdades, hoje especialmente representadas pelo racismo em relação à cor da pele, não pode ofuscar as diferenças que formas a beleza humana, natural e social. Outrossim, o combate ao racismo não pode ser um que alimenta novos preconceitos e tentações que conduzem a guetos e concepções estranhas à convivência humana e à equidade social.

            A incapacidade de dialogar, olhar no semblante do outro e contribuir para o desenvolvimento das capacidades e talentos de cada um, estão na origem de inúmeras exclusões.

            No Brasil e no mundo, as maiores formas de exclusão são as desigualdades econômicas. As demais, normalmente, são decorrência dessas.

            A dignidade humana e a relação entre as pessoas exige, no atual e conturbado contexto, mais silêncio, menos falar e ações mais equilibradas. A capacidade de olhar o outro é um bom exercício.

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