Elo passado-presente-futuro

Postado por: Isadora Fochi

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O tradicionalismo gaúcho é um movimento de valores éticos e morais, mas acima de tudo valores coletivos. Essa afirmação se solidifica a cada evento que se promove, seja pela sua grandiosidade, seja pela importância que esses eventos tem para a manutenção e pelo ensinamento desses valores para as novas gerações.

Como não se lembrar de valores quando estamos recordando os 70 anos dos primeiros passos do nosso tradicionalismo. Tais valores como o respeito, a honestidade, a ética, mas certamente aquele que nos diferencia dos demais é a grande valorização de damos para nossas raízes, nosso passado. Sempre que homenageamos de uma forma ou outras aqueles que, antes de nós, trabalharam para este movimento, estamos levando a diante os valores que por eles nos foram legados. Talvez seja por eles que, hoje, eventos tão grandiosos como o próprio ENART chamam tanta atenção, vemos os valores pelos quais prezamos serem defendidos e honrados através das danças, na Ciranda de Prendas e no Entrevero de Peões, através dos sonhos dos jovens que participam.

Mas de onde aprendemos tudo isso? Esses valores, de onde eles vêm? Simples, da nossa casa, de nossos pais, e mais ainda, de nossas entidades tradicionalistas. Sim, pois são nesses “grupos locais”, como dizia Barbosa Lessa: “Recebemos e aprendemos lições iniciais que serão uteis não somente para a vida tradicionalista, mas para toda a nossa vida”. A partir do momento que adentramos em uma entidade tradicionalista nossas vidas se transformam, um novo mundo está à nossa frente, um mundo pelo qual acreditamos e defendemos: a nossa causa tradicionalista.

Hoje, nós jovens carregamos a responsabilidade de defender esses valores e mais, de garantir que as próximas gerações o façam. Prendas e peões são os transmissores da cultura à todos, e não só transmissores, mas incentivadores de novos adeptos e consequentemente, se tornam lideranças para as novas gerações. Portanto, é fundamental que nós, jovens, sejamos aqueles que aprendam a valorizar os legados, e mais, a perpetuá-los. Fortalecendo o elo passado-presente-futuro de que o tradicionalismo é formado.

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