Então é Natal... do que você se desfez?

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O final do ano se aproxima e tem uma música que vem na nossa memória: “então é natal, e o que você fez....”. Tão importante quanto olharmos para o que fizemos durante o ano, também é indispensável olharmos para aquilo que nos desfizemos, para as nossas percas, para a nossa história.

Desfazer-se é libertador: desfazer-se de planos que não fazem mais sentido e de mágoas que nos afastam das pessoas que são importantes para nós. Desfazer-se de falsas promessas, de falsas amizades e de falso amor. Desfazer-se do excesso: de cobrança, de crítica, de rancor. Desfazer-se da falta: de esperança, de sinceridade, de simplicidade.

Desfazer-se exige flexibilidade. Quando somos muito rígidos, ficamos apegados aos planos que não se concretizaram, as pessoas que não corresponderam as nossas expectativas, ao mundo que é diferente do que sonhamos. Por sua vez, essa rigidez nos impede de criarmos novos planos, de repensarmos nossas expectativas e de percebermos o mundo tal como ele é.

Desfazer-se exige coragem, pois implica em ver o que estamos dispostos a perder. A cada escolha que fizemos, sempre temos diante de nós percas e ganhos, prós e contras. Talvez a gente perceba que para criar novas amizades, precisamos deixar aqueles relacionamentos que não nos fazem mais bem. Da mesma forma, para investirmos em novos projetos, necessitamos deixar de lado aqueles planos que não deram certo ou que não fazem mais sentido para nós.

Nesse final de ano, que tenhamos orgulho das perdas que nos fizeram crescer, da coragem em desfazermos do que não fazia mais sentido para nós, da flexibilidade que desenvolvemos, dia após dia. Que a gente perceba as mudanças e instabilidades da vida, aprendendo com cada etapa. 

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