Bebeto e Felipe na calçada da fama da Federação

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

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Olá, amigos internautas!
A Federação Gaúcha de Futebol está chegando aos seus 100 anos de história e, para tanto, tem uma ideia interessante de homenagear os grandes jogadores que fizeram a história dos clubes filiados.
Para as agremiações, certamente, são várias as opções, verificando suas formações inesquecíveis. Tantos craques vestiram suas camisetas, mas era preciso chegar a um nome, para a entidade regente do futebol gaúcho colocar na sua calçada da fama.
No tocante aos nossos representantes, o Gaúcho tem sua marca eternizada com o nome de Bebeto, o Canhão da Serra, e o Passo Fundo através de Felipe.
As homenagens são mais do que merecidas para essas duas legendas. Ambos foram por duas vezes os goleadores do Gauchão. Outros nomes também foram merecidamente saudados. No lado alviverde também houve menção a atletas como Dyson Pontes, Meca, Pedro, entre outros. No Passo Fundo, imediatamente vem à lembrança talentos do final dos anos 80 e dos anos 90, como o mestre Claudio Freitas (craque inesquecível) e também de Cabrinha. Se fôssemos lembrar do 14 de Julho aí chegaríamos a Santarém, por exemplo. Enfim, lindas histórias podem ser contadas.
Meu conterrâneo de Soledade (RS) Alberto Vilasboas dos Reis, meu incentivador no começo da carreira de cronista esportivo, é inesquecível. Bebeto era uma legenda. Por onde quer que passássemos, quando ele já estava na carreira de treinador, todos queriam entrevistá-lo e os torcedores queriam conversar com ele. Foram em torno de 600 gols durante a carreira. O jornalista Lucas Scherer contabilizou 395 gols de Bebeto por clubes profissionais, mais três gols por seleções ou combinados. Só pelo Gaúcho, de Passo Fundo, o atacante marcou 263 gols, o que faz dele um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro por um único clube. Conta a história que em 1976 no famoso jogo dos 3x2 para o Grêmio no Estádio Wolmar Salton, Bebeto chutou de primeira com muita força para vencer o Cejas. O arqueiro gremista respondeu sobre o lance: "nem vi". Todo o amor que Bebeto sempre teve pela camisa do periquito é retratado agora nessa linda homenagem.
Felipe é um dos maiores talentos que nossa região presentou à cidade. O menino de Ernestina chegou ao Vermelhão da Serra e rapidamente foi se tornando um ídolo. Conhecia cada palmo daquele gramado e sabia fazer gols como poucos, e ainda faz nas disputas amadoras. Ele marcou 74 gols em 84 jogos oficiais, sendo 58 gols em 62 jogos por Campeonatos Gaúchos. Narrando seus jogos pela Rádio Planalto, criei a expressão "Felipe é show, Felipe é gol"!   Quantas vezes os torcedores adversários por onde o Passo Fundo jogava ficaram boquiabertos pelo seu talento, chutando com precisão, procurando espaços intransponíveis e com arrancadas fenomenais. Podemos recordar de tantos gols, como uma vez em que Felipe marcou três vezes sobre o Internacional (2006), na derrota de 4x3. Mas, a lembrança inicial que tenho é a de 2000, quando o tricolor conseguiu a virada histórica por 2x1 sobre o Guarani de Venâncio Aires e seu toque pelo alto foi decisivo para colocar a bola no ângulo direito.
Como é bom registrar os inesquecíveis momentos de nosso esporte. Que o Gaúcho e o Passo Fundo continuem formando craques que bem representem sua gloriosas camisetas, para a alegria das torcidas!

Até a próxima! Sejam felizes, vocês merecem!

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