Que seres são estes chamados de crianças?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Para entender o comportamento e o espírito das crianças, é preciso acreditar em algo divino, criado por Deus. A ingenuidade e pureza no coração das crianças destoam do comportamento dos adultos. Elas são criaturas extremamente entusiasmadas com a vida, com o amor ao próximo, sem pensamentos de maldade, inveja ou ódio. Constroem suas amizades e afetos, pelo que manda os seus corações e sentimentos. Apaixonam-se e acreditam nas causas mais impossíveis que possamos imaginar. Acreditam em Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, na Fada do Dente, em duendes e bruxas, mas acima de tudo, na bondade e amor do ser humano. Embora estejamos falando de seres geralmente indefesos, os casos de violência contra crianças e adolescentes são corriqueiros e precisam ser coibidos.

Falar no comportamento das crianças sempre me emociona e fascina ao mesmo tempo. É incrível como estes seres, que habitam há tão pouco tempo este planeta, conseguem nos ensinar tantas coisas, e serem tão mais elevados espiritualmente do que nós adultos. As crianças vivem em seu mundo de fantasias, onde não há espaço para qualquer pensamento maldoso. Elas não escolhem suas amizades por raça, cor, gênero e muito menos por condição social. Para a criança, todos são do bem, e jamais irão lhes fazer mal. Um filme que nos emociona, mas ao mesmo tempo nos demonstra com muita maestria a ingenuidade das crianças, assim como a capacidade maldade dos adultos, é o filme “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni. No filme, que se passa durante a 2ª Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido, interpretado por Benigni, é levado juntamente com seu filho Giosué de aproximadamente 5 anos, para um campo de concentração nazista. Durante o período em que eles permanecem no campo, o pai usa de toda a sua imaginação, para que o filho não sofra com os horrores da guerra, e, pense que aquilo tudo era uma brincadeira.

Você já imaginou se nós adultos não precisássemos ensinar nenhum tipo de maldade, malícia ou preconceito para as crianças? Com certeza o mundo seria bem melhor, porém, a nossa realidade não nos permite criarmos filhos sem o conhecimento das armadilhas e das coisas ruins que nos cercam. Estudos promovidos pela Secretária-Geral das Nações Unidas identificam as principais formas de violência contra crianças e adolescentes, sendo estas: violência física, psicológica, discriminação, negligência e maus tratos. O último relatório da UNICEF lançado no dia 01/11/2017, com o tema: “Um Rosto Familiar: A Violência na Vida de Crianças e Adolescentes” traz um dado alarmante: a cada 7 minutos, em algum lugar no mundo, uma criança ou adolescente morre vítima de violência. De acordo com o Relatório, a agenda 2.030 para o Desenvolvimento Sustentável, reconhece a erradicação da violência contra crianças e adolescentes, como componente-chave do desenvolvimento sustentável. O Relatório também cita o Brasil como um dos 60 países com legislação protetiva a crianças e adolescentes, que proíbe castigo físico. Além de toda uma legislação que trata especificamente do tema, como por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Temos também a Lei da Palmada, ou Lei Menino Bernardo (lei nº 13.010 de 2.014). A maioria dos casos de violência são identificados dentro dos próprios lares, geralmente por pessoas da família ou ligadas a ela.

O Mundo seria bem melhor se fosse habitado só pelas crianças. Com certeza não haveria guerra, não haveria preconceito, racismo, corrupção ou qualquer tipo de violência. Os adultos precisam aprender mais com as crianças, estes seres iluminados que felizmente fazem parte de nossas vidas.

“A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade; ela exclui todo pensamento de egoísmo e de orgulho; é por isso que Jesus toma a criança como símbolo dessa pureza, como a tomou por símbolo de humildade.” ALLAN KARDEC.

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