Depoimento Bituin 10 anos – 2017

Postado por: Angela Pellicioli

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Que final de semana, o planejamento de participar de uma prova onde estarão paralelamente os melhores corredores de aventura do Brasil foi escolhida a dedo. Não é sempre que temos de perto um evento tão importante para esse esporte apaixonante, bruto e com exigência psicológica muito forte.

Nós, Angela Pellicioli e João Paulo Soares, treinamos intensivamente aproximadamente quatro meses para esse evento, não na categoria expedição, mas aproveitamos a oportunidade do evento paralelo, para a categoria aventura BITUIN 10 ANOS, muito remo, muita bike, muita lomba em trekking. Estávamos preparados para a “guerra”, com quem iriamos enfrentar é outra história. Outras equipes mistas apareceram, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No mesmo dia do brifing (reunião técnica) começou a peleia (psicológica) com conversas paralelas entre os adversário... sim, ali a prova começou e vimos que seria grande a brincadeira.

Ao largar no sábado as 16:00 já dentro do duck 11km de remo, um tapetinho, deslizava aquela água, e por treinarmos juntos facilitou na sincronização do mesmo.

Iniciando o trekking aproximadamente com as perdidas uns 30km de descidas sofridas, frear a descida era mais difícil, a vontade de ativar o sky bunda foi grande... a “trocaçada” das equipes era imprevisível, da mesma forma dentro dessas 7 horas aconteceu o que me move e o que eu amo na corrida de aventura. ADVERSÁRIOS trocarem ideia sobre o mapa, melhor caminho e se encontrar novamente perante todas as perdidas, onde as equipes envolvidas, ora 2, ora 5 equipes, um dos integrantes decide e todos acompanham, ainda mais, a princípio estavam os líderes gerais da categoria aventura.

Ainda durante o perrengue da aventura, comento com o meu companheiro João Paulo, em um trecho de trekking que o corpo estava quase esgotado e as dores começaram aparecer “vamos correr com inteligência, força nós temos”, nisso a equipe masculina que estava conosco escutaram e repetiram a frase. Particularmente, levo essa frase como estilo de vida, mas durante todo esse tempo não tinha elaborado ela e encaixado tão bem em uma situação da vida. Passa-se mais horas do trekking e o sagrado Toragisic entrou em ação, a dor do joelho não passou e resolvi passar o canivete na calça para aliviar a dor do joelho...

Ao pegar a bicicleta, tivemos uma surpresa, de um suposto segundo lugar, passamos em terceiro, nas perdidas da prova, uma equipe passou por nós, e essa equipe como comentado no brifing é muito forte em pedal. Baixamos a cabeça e fomos pegá-los, acertamos o caminho, estávamos perto do PC, mas nós não imaginávamos que 5km em subida demoraria quase uma hora... mais uma perdida. Três duplas mistas emboladas e mais tantas masculinas, que loucura... encontra o PC baixa a cabeça e segue... na peleia, deixei o mapa de lado e grudamos na equipe forte de bike, onde fomos direto para os 10km distantes onde deveríamos estar, FERROU, perdemos mais de 2 horas. Nós adversários, viramos aliados para nos encontrar, trocar ideia e chegar a conclusão que a chance de pódio tinha acabado que era melhor abortar a prova e ir pra casa.

E agora, perdidos, onde estamos e como vamos embora? Isso com mais de 12 horas de prova e nosso ponto de referência, a igreja estava diante de nossos olhos. Fomos girando, passeio ciclístico. Ao chagar com 13 horas e 40 min, sem saber quem tinha ganhado, pois nós fomos as duas duplas que chegou em primeiro e segundo lugar, agora é esperar. Nos abraçar, ver que a inteligência citada anteriormente foi deixada de lado, usamos a força e perdemos na força. Uma parada, um minuto, teria mudado a história. Conclusão, 2° e 3° lugar da categoria mista aventura, Life Adventure do Rio Grande do Sul e Pamonhas do Paraná. Perdemos na burrice, entretanto ganhamos uma amizade esportiva.

Amo corrida de aventura, faria tudo de novo. Com mais calma e experiência.

Depoimento Life Adventure participando de BITUIN 10 ANOS.

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