Cuidado com os excessos: nem oito, nem oitenta

Postado por: Jéssica Limberger

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Tem vezes que a gente vive como se a nossa vida estivesse no “oito ou no oitenta” e vemos as situações com apenas duas possibilidades: tudo está maravilhoso ou tudo está péssimo; temos a razão ou estamos totalmente errados; somos um sucesso ou um fracasso. Entretanto, será que ver as situações apenas por duas perspectivas faz bem para a sua saúde mental?

É provável que você já tenha imaginado que viver no "tudo ou nada" prejudica seu bem estar. Assim como entre o número 8 e o número 80 existem tantos outros números, entre o "tudo ou nada" também existem outras possibilidades de serem exploradas. Quando vivemos apenas no "tudo ou nada", deixamos de ver o outro lado das situações. Talvez aquele plano que você fez não vai acontecer exatamente da maneira como você planejou. Isso não significa que o plano necessita ser abandonado e que você é um fracasso. Isso apenas significa que aquele plano não ocorreu como você imaginou que aconteceria e que esse plano pode ser reorganizado.

Outro aspecto interessante para refletirmos é que ao rotular as situações ou pessoas como "sucesso ou fracasso", "acerto ou erro", estamos julgando. A partir desse julgamento, ficamos presos no nosso juízo de valor e não vemos a realidade tal como ela se apresenta. Assim, se julgarmos uma situação como “horrível”, acabamos aumentando ainda mais a intensidade do sofrimento, sem saber como agir. Por sua vez, se estivermos atento às situações tais como elas se apresentam, sem generalizações ou julgamentos excessivos, mais estaremos cuidando da nossa saúde mental.

É sempre importante lembrar que pensamentos não são fatos, mesmo que eles pareçam que são.  Em algum  momento  difícil, por exemplo, podemos imaginar que tudo está perdido e esse pensamento pode parecer muito real para nós. Entretanto, provavelmente a realidade é que algo não está dando tão certo como gostaríamos e que ainda existem outras possibilidades para além do “oito ou oitenta”.

Sabemos que em muitos momentos acabamos julgando sem perceber, ou até mesmo agindo no “oito ou ointenta”. Isso faz parte da nossa vida. A diferença é estarmos mais conscientes desses nossos pensamentos e questioná-los, percebendo que nem sempre a forma como pensamos corresponde com a realidade.

Que o equilíbrio esteja presente nos nossos dias. Que saibamos identificar os nossos pensamentos, percebendo que muitas vezes eles não são reais. Que cada vez mais estejamos comprometidos com o nosso bem estar e com a nossa saúde mental.

 

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