Município tapa “furos” do Estado, mas ainda leva a culpa.

Postado por: Ronaldo Rosa

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A área da saúde é uma das mais delicadas de se trabalhar, poislida com a sensibilidade de pessoas doentes e seus familiares. Enquanto cresce a demanda por consultas com especialistas, o Estado reduz as cotas repassadas aos municípios, então é uma conta que não fecha e o abismo estre a necessidade da população e a oferta de atendimento é cada vez maior. No que se refere aos medicamentos dados de graça a população também é assim. O Estado a União teriam que ajudar o município a bancar a conta, aliás, a parte menor do investimento deveria ser do município, mas acontece o contrário. A Secretaria de Saúde de Passo Fundo, por exemplo, investe de 10 a 12 milhões de reais em medicamentos, por ano, e mesmo assim, não vence a demanda, pois com frequência a população reclama de falta de medicamentos básicos nas farmácias públicas. Ou seja, o Estado deveria ajudar mais os municípios, mas não faz a sua parte e as prefeituras é que levam a culpa.

 

A multiplicação dos bandidos

A pesar de toda a carência de pessoal, do parcelamento dos salários e da falta de uma estrutura melhor, a polícia de Passo Fundo vem realizando um grande trabalho neste ano, tanto a Brigada Militar, como a Polícia Civil. As prisões de bandidos criminosos acontecem todos os dias, em todos os cantos da cidade. Mesmo assim, de uma hora para outra, surgem mais e mais quadrilhas, importunando as famílias de bem, os empresários, comerciantes e a população em geral. A polícia vai continuar prendendo e cada vez mais, só que nunca será o suficiente, pois a bandidagem cresce de forma desproporcional  e em maior escala que as condições de segurança.

 

Vídeo exibe preso protestando contra as condições do presídio regional

Está rolando nos grupos de whats um vídeo, suspostamente gravado por presos, dentro do presídio de Passo Fundo, onde eles pedem para serem transferido “queremos viajar”. Os presos alegam que apanham todos os dias, que a comida é de péssima condição, que as celas estão detonadas e pedem a interferência dos Direitos Humanos. Muitos podem pensar “bem feito, quem mandou aprontar, merecem estar nestas condições sub-humanas”, entretanto é bom lembrar que as consequências disto atingem toda a sociedade, até quem nunca passou se quer perto do presídio. A reincidência tem índices altíssimos, muito graças à falta de das mínimas condições de ressocialização.

 

Dizem por aí... Que o Presídio Regional de Passo Fundo é um barril de pólvora, prestes a explodir. Será verdade?

 

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