Empatia na mídia: a arte imita a vida ou a vida imita a arte?

Postado por: Amilton Rodrigo de Quadros Martins

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No episódio de hoje, a Professora Cláudia Furlanetto nos manda uma mensagem de alento em meio a tanta polarização de opiniões e violência que rondam nosso país e mundo. Podemos (re) aprender a se colocar no lugar do outro?

Desta vez venho falar das campanhas lindas que tenho recebido como indicação de pessoas que me conhecem e que são campeões em likes. Os olhares para públicos diversos têm sido usados, por alguns profissionais, como estratégia de marketing, e mesmo com objetivo puramente mercadológico, nos colocam a refletir.

Para nós, da área da Educação, ver propagandas de crianças ouvintes aprendendo Língua de Sinais para brincar com as surdas, ou um Senhor idoso negro ajudando a criança com Síndrome de Down a vencer uma corrida, e ainda ela mesma reconhecendo a ajuda que teve, retribuir pelo ato, é maravilhoso e real.

Assim trago para pauta, a capacidade mais complexa que podemos desenvolver durante a vida: a empatia. Sair um pouco de si mesmo e enxergar situações da vida de outras pessoas, se colocarem no lugar do outro, ser imparcial e eximir-se de pontos de vistas individuais e simplistas.

Porque será que só em épocas “especiais” isto nos é trazido a refletir? Será que nossos presentes não são especiais suficientes para nos relacionarmos com a diferença?

Campanhas com mulheres, loiras, jovens, felizes, ricas e “gostosas” como cerveja, estão caindo de moda. Neste quesito alguns inteligentes e empáticos nos ofertam “comentários redondos e quadrados” e trazem à baila temas importantes.

Enfim, espero que junto com 2018 possamos receber em nossas casas, escolas, ruas e cotidianos, campanhas inteligentes e que nos façam refletir o outro. Sair do nosso umbigo e entender que somos diferentes, nem menos nem mais, características que não podem ser desqualificadas e muito menos inferiorizadas.

Quem sabe num futuro próximo possamos ver mais legendas, áudio-descrições, janelas de tradução e demais ferramentas de acessibilidade em todas as mídias, para além dos que as necessitam? Não entendo nada de marketing, mas espero que isso aconteça.

Entendo e gosto mesmo é de gente e, fico feliz em compartilhar conteúdos que geram satisfação e nos preencham de informações importantes que nos levam a ver além, são avanços, mesmo que em épocas “especiais”.

Parafraseando as grandes mídias de nosso país, eu espero que possamos nos próximos anos de nossas vidas, compreender que: A EMPATIA é tech, EMPATIA é pop, EMPATIA é tudo, a EMPATIA é a riqueza do Brasil!!!

Amilton Rodrigo de Quadros Martins – Professor e líder InovaEdu IMED – Laboratório de Ciência e Inovação para a Educação

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