A capacidade de melhorar a mobilidade urbana pelo uso da bicicleta

Postado por: Alcindo Neckel

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A mobilidade urbana é algo necessário para melhorar a sustentabilidade nas cidades. Pois tem implicações diretas na qualidade do ar, como também na qualidade de vida das pessoas que residem nos centros urbanos. Na Segunda Revolução Industrial (1850-1945) foi criado o automóvel, e partir desse momento iniciou-se uma grande evolução das cidades e da mobilidade urbana, mas sem planejamento adequado.

Atualmente, a frota brasileira de veículos está em torno de 50 milhões (IBGE, 2017). Gerando, altas taxas de congestionamentos observada em diversas cidades brasileiras, sendo responsável por impactos negativos, como: poluição do ar, sonora, além de dificultarem a circulação com uso de modais alternativos, como caminhadas e bicicletas.

Considerando os problemas causados pelo grande número de deslocamentos realizados com automóveis é necessário adotar medidas que promovam o uso de métodos alternativos de deslocamento (Kunz et al, 2015). Dentre esses métodos alternativos destaca-se a utilização das bicicletas, uma vez que apresentam zero emissão de carbono e são eficientes em termos de velocidade, custo e espaço urbano ocupado durante sua utilização (BÖRJESSON e ELIASSON, 2012).

No intuito de incentivar a adoção da bicicleta como modal de mobilidade urbana, diversas cidades do mundo disponibilizaram para seus habitantes, estações de bicicletas compartilhadas, onde podem ser utilizadas mediante cadastro e devem ser devolvidas a alguma outra estação da rede, com limite máximo de tempo estipulado para o uso. Atualmente, mais de 400 cidades no mundo utilizam esse Sistema de Compartilhamento de Bicicletas (ITDP, 2014). O que destaca a cidade de Passo Fundo/RS pela forma de realizar e expansão da construção de ciclovias e a implantação de 10 estações com 110 bicicletas disponíveis a população, contribuindo em relação ao cenário mundial, onde o uso da bicicleta e as estações de bicicletas compartilhadas são formas mais eficientes e sustentáveis de deslocamentos.


Por Dr. Alcindo Neckel

Professor do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – PPGARQ. Escola de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Meridional - IMED. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Mobilidade Urbana – NEPMOUR. Passo Fundo – RS, Brasil.

 

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